Sivuca (1930-2006)

Embora não seja um artista da dança, suas músicas foram, são e serão sempre usadas nas coreografias de sapateado com ritmos brasileiros – e também nas salas de aula – por esse Brasil afora. Numa das coreografias de sapateado que mais gosto na vida, a nossa grande mestra sapateadora e coreógrafa Cíntia Martin levou para Nova York, em 2001, na primeira edição do “New York City Tap Festival”, uma coreografia ao som de uma das melhores músicas de Sivuca, “Um Tom Para Jobim” – por sinal, uma de minhas músicas favoritas, do CD “Pau Doido”, de 1992.

A vida é curta mesmo. Gente como ele tinha que viver mais de 100 anos. Desnecessário dizer que pouquíssima gente sabe no Brasil, infelizmente, mas Sivuca foi um dos primeiros grandes músicos brasileiros a fazer realmente sucesso no exterior. Aqui dentro, merecia ser mais respeitado e conhecido. Uma perda enorme pra música brasileira.

Morre aos 76 anos o compositor Sivuca

Morreu na noite desta quinta-feira, aos 76 anos, o instrumentista, arranjador e compositor Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca. Ele estava internado há dois dias no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa, e lutava contra um câncer na garganta.

Sivuca será sepultado às 17h no Cemitério Parque das Acácias, onde é velado desde a madrugada. Era casado com a também compositora e cantora Glória Gadelha, nascida em Sousa, Paraíba.

Natural de Itabaiana, cidade do interior da Paraíba, Sivuca começou a carreira aos 9 anos, tocando em feiras e festas populares. Aos 15, mudou-se para Recife, onde adotou seu nome artístico.

Em 1945, se inscreveu num programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco e foi selecionado pelo maestro Nelson Ferreira, que o indicou para tocar num programa da Rádio do dia seguinte. Foi Nelson Ferreira quem lhe deu o nome de Sivuca.

Na Rádio Clube de Pernambuco, em 1946, Sivuca conheceu Luiz Gonzaga, que ofereceu um contrato de trabalho para ele na Rádio Nacional.
Na época, ele não pôde afastar-se do Recife por ter compromisso assinado com a Rádio Clube. Entretanto, quatro anos depois, estreou na Rádio Record, em São Paulo, com a grande Orquestra Record, dirigida pelo maestro Gabriel Migliori.

O primeiro grande sucesso de Sivuca, Adeus, Maria Fulô, foi lançado em 1950 e regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60.

Em 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como arcodeonista num grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris. Também morou em Nova York de 1964 a 1976, onde foi autor do arranjo do grande sucesso Pata Pata, de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60.

Fonte da matéria: Terra

O (excelente) site oficial de Sivuca:
http://www.sivuca.com.br/

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