Archive for 4 de abril de 2007

Tap Fotos – Buster Brown

Fonte: internet.

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Pelo Mundo – Abril

Alguns dos nomes mundiais ligados ao sapateado que nasceram em…

ABRIL

01 – Jane Powell (1929)
02 – Charles “Honi” Coles (1911-1992)
02 – Buddy Ebsen (1908-2003)
12 – Ann Miller (1923-2004)
23 – Shirley Temple (1928)
25 – Ernest “Brownie” Brown (1916)

Fonte: TapWeb Cintia Martin.

Rio, RJ – Off-Tap – Contemporâneo

Matéria da página 2 do Segundo Caderno de O Globo de 04.04.2007:

Quatro semanas de movimentos em trânsito

Ruas se unem à rotunda e ao teatro do CCBB para abrigar espetáculos de dança nacionais e internacionais

(Suzana Velasco)

Já é raro o Rio ter uma série de dança contemporânea. Mais raro ainda uma que reúna cerca de 20 grupos e bailarinos, nacionais e internacionais, em espetáculos nas ruas da cidade e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Essa overdose de dança começa amanhã, com a união do Dança em Trânsito, que tradicionalmente leva apresentações para espaços abertos, como o Paço Imperial e a Cinelândia, e da série 4 Movimentos, que realiza sua terceira edição no CCBB — a primeira com uma curadoria, como era habitual no antigo festival Dança Brasil.
Todos os trabalhos, inéditos no Rio, uniram-se pela curadora Giselle Tápias, que aposta na diversidade para atrair o público.

— O Dança em Trânsito entra no centro cultural, com espetáculos na rotunda, que é um espaço ótimo para a dança — afirma Giselle, que leva o projeto simultaneamente ao CCBB de Brasília. — Tentei criar uma flexibilidade. Às vezes, um mesmo artista dança uma coreografia na rotunda e outra no teatro. O público poderá vê-lo de vários ângulos.

Dança na rotunda precede espetáculos no teatro

Cada semana de abril corresponderá a um “movimento”. O primeiro será o próprio Dança em Trânsito, com apresentações amanhã, às 12h, na Praça Quinze; sextafeira, às 11h, na Cinelândia; sábado, às 11h, no Parque da Catacumba; e domingo, às 11h, em plena Praia de Copacabana, em frente à Praça do Lido. Em cena, nomes tão diversos quanto o X-Style, formado por 14 dançarinos de hip hop, e os espanhóis Damián Muñoz e Virginia Garcia.

A dupla da Espanha também se apresentará amanhã no Teatro I do CCBB, às 19h.
Nesta primeira semana, o centro cultural também receberá Toni Rodrigues, Alexandre Bado e a companhia Passarelle, da Bélgica.

— Tive que analisar bem o trabalho de cada um para ver o que se encaixava melhor em cada espaço — diz Giselle. — O Toni Rodrigues, por exemplo, trabalha com uma grande escultura vermelha, por isso achei interessante que ele estivesse na rotunda. O Damián Muñoz participa de quase todos os festivais de dança em paisagens urbanas (projeto internacional nos moldes do Dança em Trânsito) e tem um carisma muito forte, por isso,além de usar o teatro, ele também dança na rua.

Este ano, pela primeira vez, a dança, que costumeiramente ocupava o Teatro II, ganha mais prestígio e ocupa o principal palco do centro cultural.

A partir da semana que vem, o Dança em Trânsito sai de cena e deixa que o Teatro I abrigue as principais atrações do 4 Movimentos. O CCBB receberá um novo trabalho da Focus Cia. de Dança, na rotunda, seguido da apresentação da companhia italiana Caterine Sagna.

Já na terceira semana, o teatro será palco para três diferentes espetáculos seguidos, às 19h. Três bailarinas do corpo de baile do Teatro Municipal vão deixar de lado o balé clássico e entrar em cena coreografadas por Flávia Tápias; a Laso Cia. de Dança apresentará “Identidade deslocada”, dirigida por Carlos Laerte; e Paula Águas vai estrear “Dama”, criada por Daniela Visco.

Daniela também dará uma oficina junto com a percussionista Lan Lan, no dia 22, a partir das 13h.

— Em sânscrito, dama significa controle dos órgãos do sentido. O que eu e a Paula tentamos pensar é como trazer esses princípios invisíveis, o universo mais sutil, para o mundo visível. A Paula é uma bailarina madura e está muito aberta para receber isso — afirma Daniela. — Em relação à oficina, venho trabalhando com a Lan Lan, há um ano, etenho sentido que o trabalho com a percussão traz uma qualidade bem ritualística, é quase uma invocação, um chamado. Lan Lan sempre traz a um universo muito diferente.

Renato Vieira dança Pixinguinha e Chico Buarque

Na quarta e última semana do festival, a companhia francesa Pernette se apresentará na rotunda, e a carioca Renato Vieira Cia. de Dança vai estrear sua nova criação, “Canção”. Para esse novo espetáculo, Vieira quis resgatar a poesia de músicas letradas, distantes do universo da dança contemporânea, que trabalha sobretudo com sons eletrônicos. “Carolina” e “Eu te amo”, de Chico Buarque, e “Rosa”, de Pixinguinha, ganharam arranjos e voz de Chico Mello, numa trilha criada por Tato Taborda. Jean Gama, um dos cinco bailarinos da companhia, criou a coreografia de “Rosa”.

— A dança foi por um caminho musical que está ficando chato — ri Vieira. — Em “Canção”, os arranjos têm uma roupagem contemporânea, mas é tudo cantado. Em dança contemporânea, não se usa muito música com letra porque é uma armadilha: ou o movimento descreve letra ou não tem nada a ver com ela. Mas hoje os sons não tocam a alma. Queria resgatar essa carga emocional que vem na letra dessas canções, uma música que agrade aos ouvidos.

Rio, RJ – Música, Cinema e Dança

Matéria da página 2 do Segundo Caderno de O Globo de hoje, 04.04.2007:

Música para os olhos todas as quintas-feiras

Projeto na Modern Sound terá encontros sobre a relação entre o cinema e suas canções

O namoro entre a música e o cinema estará numa série de encontros que a Modern Sound começa a oferecer a partir de amanhã. Batizado de “Encontro às quintas”, o projeto terá palestras, toda quinta-feira, às 20h, sobre música, dança, Broadway e cinema, acompanhadas de exibição de sons e imagens editados especialmente para o programa, e debate com os palestrantes. Serão quatro encontros por mês, cada um com um tema, que vão ocorrer no auditório da Modern Sound, em Copacabana, com 50 pessoas por encontro.

Com a participação dos jornalistas do GLOBO João Máximo, crítico de música, e Artur Xexéo, colunista e editor do Segundo Caderno, abril será dedicado às “Estrelas que se apagaram cedo”, sobre a (curta) vida e a obra de quatro cantoras que, apesar de terem morrido antes dos 50 anos, marcaram a história musical brasileira e mundial:

“Carmen Miranda, da Lapa a Hollywood”, amanhã, com o escritor Ruy Castro;

“Billie Holiday, a triste lady da canção”, dia 12, com João Máximo;

“Elis Regina, brisa mansa e furacão”, dia 19, com Artur Xexéo; e

“Judy Garland, o eterno recomeçar”, dia 26, novamente com Máximo.

— No fim do ano passado, comecei a dar aulas sobre música no cinema, e percebi o interesse que esse assunto desperta, não só nostálgico, em relação a antigas canções de Hollywood, mas também um interesse em conversar sobre música em geral — afirma João Máximo, organizador do projeto juntamente com Sergio Batista, e que para sua exposição sobre Billie Holiday trará material audiovisual importado. — Além disso, a Modern Sound tinha um espaço que praticamente não era usado para projetos regulares, e que é muito bom para esse tipo de programa a que estamos nos propondo, com som e imagem, por ter um bom equipamento multimídia.

Amanhã, Ruy Castro abre o projeto mostrando como, aos 20 anos de idade, Carmen Miranda “já era Carmen Miranda”:

— Ela nasceu pronta. Nos primeiros dez anos após começar, construiu a mais fabulosa carreira que uma cantora brasileira poderia construir e, nos Estados Unidos, onde foi mais atriz que cantora, devido à barreira da língua, fez sua carreira mundial. Depois, essa carreira foi prematuramente interrompida aos 46 anos, pela dependência química de drogas farmacêuticas. Aliás, ela foi a única, das cantoras tratadas no primeiro mês deste projeto, que foi vítima de drogas supostamente legais, como anfetaminas e barbitúricos.

Para ilustrar sua palestra, Ruy Castro escolheu imagens menos conhecidas da Pequena Notável, como uma em que ela canta “Batucada” com Harry James e sua banda, no filme “Se eu fosse feliz”, de 1946.

Maio, segundo mês do projeto, terá como tema “A música de quem faz os filmes”, sobre a relação de diretores e produtores de cinema com a música que utilizam em suas obras. Já em junho, o assunto tratado será “Quando Hollywood dançava”, um estudo da dança no cinema americano. Segundo João Máximo, a intenção é continuar o projeto após junho, provavelmente com temas como o rock no cinema.

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