Archive for 15 de junho de 2007

Rio, RJ – Off-Tap – Contemporâneo e Teatro

Com direção artística de Alice Arja, três espetáculos serão apresentados neste fim de semana no Centro Coreográfico do Rio (R. José Higino 115, Tijuca, (21) 2570–1247):

Somente sexta, 15.06.2007, às 19h, entrada franca
A coreografia “Ambulante”, criada e interpretada por Ana Carolina da Rocha Mundim, é inspirada nos comerciantes ambulantes.

De sexta a domingo, 20h, entrada franca
A performace “Jogo coreográfico — O espetáculo” une público e intérpretes, com direção de Lígia Tourinho. Grátis.

Sábado e domingo, às 17h, R$10
“L’amour aux cirque” é uma adaptação de “Romeu e Julieta”, de Shakespeare, para o público infanto-juvenil. R$ 10.

Somente até domingo. Classificação livre.

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Rio, RJ – Off-Tap – Tango

A companhia “EL Viejo Almacén”, da tradicional casa de espetáculos de Buenos Aires, na Argentina, é formada por oito dançarinos, oito músicos e dois cantores que contam a história do tango, de Gardel a Piazzolla. No repertório, “Mi Buenos Aires querida” (Gardel e Lepera), “Adios pampa mia” (Mariano Moraes) e “La cumparsita” (G.M. Rodriguez/ E.P. Maroni), entre outras. No Odeon BR (Praça Floriano 7, Cinelândia -(21) 2240-1093, sexta, às 20h30m. R$ 90. Classificação 10 anos.

Campinas, SP – Último Dia

Este dia 15.06.2007 é a última oportunidade de assistir o espetáculo “Vertigem”, da Banana Broadway (Campinas, SP), com sapateado, dança irlandesa e técnicas circenses. Fernanda Faez (foto) é uma das coreógrafas. O evento inclui a apresentação, em primeira mão, de todas as coreografias selecionadas para o Festival de Joinville 2007. Horário: 20:30h, no Teatro Centro de Convivência de Campinas. R$ 5 (professor da rede, estudante, aposentado e terceita idade) e R$ 10 (inteira). Informações com Jesebel: (19) 3234-5564 / 7851-1319 / banana@bananabroadway.com.br

Rio, RJ – Off-Tap – Contemporâneo

Reportagem de Gustavo Leitão no caderno Rio Show de O Globo de hoje, 15.06.2007:

Novo carrossel holandês

Nederlands Dans Theater 2 se apresenta amanhã e domingo no Municipal

O virtuosismo sobe ao palco do Teatro Municipal neste fim de semana. Ícone de excelência técnica na dança contemporânea, o grupo holandês Nederlands Dans Theater 2 traz para a cidade sua mais recente turnê em duas apresentações, amanhã e domingo.

A companhia mostra uma coletânea multinacional de coreografias, assinadas pelo tcheco Jirí Kylián – considerado um gênio contemporâneo – pelo israelense Ohad Naharin e pelo brasileiro Henrique Rodovalho, do grupo goiano Quasar.

Em “27’52″”, de Kylián, seis bailarinos executam solos e pas-de-deux sob grandes refletores enquanto poemas soam nos alto-falantes. Já “Spit”, de Naharin, traz uma colagem de coreografias com a marca da sensualidade. Para completar o programa, Rodovalho extrai o máximo de vigor físico dos bailarinos em “Sob a pele”.

Conhecida pelos aficionados por NDT2, a companhia reúne 15 profissionais com idades entre 17 e 22 anos, todos com formação clássica. O que começou como uma ramificação do NDT1 – a porção adulta do Nederlands – virou um berço de talentos do mundo todo. A formação atual abrange integrantes de 11 nacionalidades, incluindo a brasileira Nina Botkay.

Teatro Municipal:
Praça Floriano s/n, Centro, (21) 2299-1643.
Sáb, às 20h30m. Dom, às 17h. R$ 30 (galeria),
R$ 70 (balcão simples) e R$ 100 (platéia e balcão nobre).

São Paulo, SP – Off-Tap – Contemporâneo

Leia mais em matéria da Folha Online.

Rio, RJ – Off-Tap – Butoh-Ma

Em apresentações com entrada franca e somente neste fim de semana, “Butoh-Ma/Tadashi Endo — 60 anos” apresenta, nesta sexta, 15.06.2007, o solo “Ma”. Na Caixa Cultural Rio (Teatro Nelson Rodrigues, Av. República do Chile 230, Centro, (21) 2262-5483), às 19h30m. Distribuição de senhas meia hora antes do espetáculo. 14 anos.

Leia mais Tadashi Endo e o espetáculo clicando aqui.

Rio, RJ – Off-Tap – Ballet do Teatro Municipal

Texto de Silvia Soter, comentarista de dança de O Globo, sobre o evento “Coreógrafos brasileiros” no Rio, na edição de 14.06.2007 do jornal:

O programa “Coreógrafos brasileiros” do Ballet do Teatro Municipal recupera uma bem-sucedida experiência de 1997. Se, naquela ocasião, os coreógrafos convidados já carregavam uma grande bagagem de criações, nessa nova versão coreógrafos experientes como Roseli Rodrigues, Henrique Rodovalho e João Saldanha são acompanhados pelas debutantes Marcella Gil e Priscila Albuquerque. Das cinco peças apresentadas, apenas duas foram criadas especialmente para a ocasião: “Manipulações sobre as forças do vazio”, de João Saldanha, e “Tão próximos”, de Henrique Rodovalho. “Novos ventos”, de Roseli Rodrigues, não é inédita e está desde 1999 no repertório da Raça Companhia de Dança, dirigida por Roseli. Já “Caos’Arte”, de Marcella Gil, e “Folia”, de Priscila Albuquerque, ambas bailarinas da casa, já foram apresentadas, ainda que em estado embrionário, no espetáculo de encerramento do Primeiro Workshop do Ballet do Teatro Municipal, no fim do ano passado.

A peça de Marcella Gil, inspirada na movimentação dos trabalhadores do Centro da cidade, apóia-se nos recursos da iluminação para o desenho dos espaços. A música se mistura a ruídos urbanos, e as esquinas por onde circulam os bailarinos são sempre delimitadas pela luz. Ainda que a idéia seja interessante, a peça acaba por sofrer do pecado comum aos criadores iniciantes. Marcella Gil abusa do recurso da iluminação e não consegue dar um desenvolvimento mais rico a sua proposta em termos de movimentação. O encontro entre a dança e a vida cotidiana não chega aos corpos.

Ao despir totalmente o enorme palco do teatro, valorizando pela iluminação o fundo da cena e a passarela que atravessa a rua e liga o teatro ao seu prédio anexo, João Saldanha consegue inverter a perspectiva do olhar do espectador em “Manipulações sobre as forças do vazio”. A boca de cena transforma-se em um fundo de corredor, e o palco é deste modo travestido em estúdio de dança. Os traços anacrônicos da arquitetura do teatro ganham correspondência nos figurinos. As saias longas parecem remeter aos tempos da dança moderna. Este trabalho segue na linha de investigação das últimas criações de João Saldanha, ao trazer a dança como exercício do espaço, afastandoa da sedução fácil e do espetacular. Com apenas cinco intérpretes em cena, a densidade da dança consegue vencer a desproporção entre a presença humana e a arquitetura do lugar. O silêncio e as pausas valorizam os gestos de cada intérprete.

“Folia”, de Priscila Albuquerque, dá conta do que se propõe. Circulando bem próxima do universo da dança clássica, a coreógrafa constrói uma peça correta, bem interpretada, mas sem grande pretensão ou ousadia. Em “Folia”, como também em “Caos’Arte”, ficam evidentes a seriedade, o empenho e o prazer com que todos os bailarinos defendem o trabalho de cada um dos criadores.

O ponto mais frágil do programa talvez seja “Tão próximos”, de Henrique Rodovalho. A proposta simples apenas na aparência – mostrar ao mesmo tempo a proximidade e a distância entre a intimidade do teatro e sua vizinhança, a Cinelândia – não chega a se realizar em cena. O que se vê é ainda uma tentativa de contaminação de linguagens, já que a movimentação tão particular do coreógrafo da Quasar Cia de Dança não parece minimamente consolidada nos corpos que dançam. A idéia fica restrita apenas à trilha sonora.

“Novos ventos” fecha o programa com elegância. A coreografia de Roseli Rodrigues ganha um tratamento preciso por parte da companhia. Talvez seja nessa peça que os intérpretes se mostrem mais à vontade.

É pena, no entanto, que uma estréia tão importante para o Ballet do Teatro Municipal tenha acontecido numa matinê e no meio de um feriado. A boa qualidade do programa, que tem sua última apresentação hoje, merecia um lugar de mais destaque na agenda da casa.

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