Archive for julho \31\UTC 2007

Dance Words – Nietzche

“Antes que o homem aprenda a voar, é necessário
ensiná-lo a andar, correr e dançar.” (Nietzche)

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Rio, RJ – Off-Tap – Momix no Rio

Aproveitem a oportunidade e concorram a 15 convites duplos para assistir ao Momix no Rio, fiquem de olho:

Concorra a 15 convites duplos para conferir o Momix no Theatro Municipal

RIO – Para os fãs de dança, um presentão do GLOBO ONLINE. Leitores que quiserem assistir à apresentação da prestigiada companhia de dança americana Momix, semana que vem no Theatro Municipal do Rio, concorrem a 15 convites com direito a acompanhante ao acessar o site e participar da promoção “Momix”.

Basta clicar a partir das 11h desta quarta-feira e responder corretamente a uma pergunta a ser formulada sobre o grupo de dança, que já tem 27 anos de estrada. As 15 primeiras respostas corretas ganham os convites duplos. As cinco mais rápidas ganham ingressos para o espetáculo do dia 6 de agosto. As respostas do número 6 ao 10 vão ver a apresentação do dia 8, e as cinco últimas, a do dia seguinte, todas às 20h30.

Os vencedores deverão retirar as entradas no dias 3, 6 ou 7 de agosto na sede do jornal “O Globo”, que fica na Rua Irineu Marinho 70, Cidade Nova, no Rio, das 10h às 17h. Importante: O Globo Online não é responsável pelo transporte dos vencedores da promoção.

Leia mais aqui.

Teresina, PI – XI Festival de Dança

O XI Festival de Dança de Teresina acontece de 26 a 29 de setembro de 2007 em Teresina, estado do Piauí. O Festival é realizado pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves e acontecerá no Theatro 4 de Setembro, com mostra paralela nos Teatros de Arena, João Paulo II e do Boi, entre outros espaços.

Podem participar bailarinos, escolas e grupos de dança de Teresina e cidades adjacentes nas modalidades de balé clássico, dança contemporânea, jazz, sapateado, street dance e danças populares. Haverá uma seleção por uma comissão mediante apresentação de material informativo e de divulgação como release, fotos, currículo ou cartazes, folders, DVD ou fita VHS (opcional).

As inscrições estão abertas até 10 de agosto de 2007. Mais informações: http://www.fcmc.pi.gov.br

Joinville, SC – Encerramento do Festival

Do site oficial do Festival de Joinville 2007, em 28.07.2007.

Emoção marcou o 25º Festival de Dança de Joinville

Evento reuniu participantes de cinco países e foi acompanhado por cerca de 200 mil pessoas nas apresentações realizadas em hospitais, praças, centros comerciais, escolas, Feira da Sapatilha além do palco do Centreventos Cau Hansen

O 25º Festival de Dança de Joinville (SC) encerrou sábado, dia 28 de julho, com a apresentação das 22 coreografias classificadas em primeiro lugar e a entrega dos prêmios revelação para Camila Rocha de Caso, da Cia. Pavilhão D, de São Paulo; melhor grupo para Dança Millennium, de Itajaí (SC); coreógrafo revelação para Eduardo Fonseca Menezes, do Grupo Art & Dança, de Canoas, no Rio Grande do Sul; melhor bailarino para Yoshi Engracia Suzuki, do Núcleo Dansh, de Embu-Guaçu (SP) e para a melhor bailarina Flávia Gomes de Oliveira Carlos, da Companhia do Conservatório do Rio de Janeiro. A emoção, o colorido e a qualidade técnica aliados à vibração das 4.500 pessoas que lotaram a arena do Centreventos Cau Hansen suplantaram a baixa temperatura de uma das noites mais geladas do Sul do País.

O Estado de São Paulo foi o mais premiado, com oito coreografias consagradas, seguido do Rio de Janeiro, contemplado com sete campeões. O anfitrião estado de Santa Catarina foi recompensado com três primeiras colocações. Já o Rio Grande do Sul conquistou dois primeiros lugares. Os estados do Paraná e do Ceará foram honrados com um ganhador cada. À noite o Instituto também anunciou o nome do bailarino indicado à seletiva do Prix de Lausanne (Suíça), realizada em Córdoba, na Argentina. A indicação foi para Marcela Paiva Montes, do Conservatório Brasileiro de Dança, do Rio de Janeiro.

Este ano o Festival de Dança de Joinville contou com a participação de 201 grupos oriundos do Brasil, Argentina, Armênia, Cuba e Paraguai; 1.680 apresentações – sendo 1.400 somente em Palcos Abertos – e 170 horas de espetáculo. A média de público estimada pela organização foi de 200 mil pessoas, 50 mil apenas no Centreventos. Pela Feira da Sapatilha, realizada no Expocentro Edmundo Doubrawa, anexo ao Centreventos, passaram 80 mil pessoas em 11 dias de evento. De acordo com o presidente do Instituto Festival de Dança, Ely Diniz da Silva Filho, “o Festival mostrou amadurecimento tanto na parte administrativa quanto de conteúdo ao trazer Mikhail Baryshnikov com a Hell´s Kitchen Dance para a Noite de Abertura e ao apresentar grandes nomes da dança brasileira na Noite de Gala, num evento que exigiu muito da logística para reunir bailarinos que dançam na Europa, Estados Unidos e América Latina”.

Diretora artística do Instituto Festival de Dança, Iraci Seefeldt observa que os 25 anos do Festival trouxeram uma responsabilidade coletiva maior e que as pessoas envolvidas no desenvolvimento do evento se superaram. “Sem dúvida foi um momento especial. O Festival é um jovem de 25 anos que ainda tem muito a crescer”. Iraci destaca avanços na edição deste ano, como o amadurecimento dos 70 grupos que vieram especialmente para as apresentações dos Palcos Abertos.

O sábado também marcou a despedida de Silvia Soter e Suzana Braga do Conselho Artístico do Instituto Festival de Dança e o ingresso de Eliana Caminada e Airton Tomazzoni. Os novos conselheiros darão sua contribuição ao Festival pelos próximos dois anos ao lado de Ângela Ferreira e Ângela Nolf. Eliana Caminada teve entre seus mestres Tatiana Leskova e Eric Valdo, é formada pela Escola Maria Olenewa e considera o Theatro Municipal do Rio de Janeiro sua principal referência. É professora de história da dança da UniverCidade e tem vários livros editados além de textos e críticas sobre ballet clássico. Airton Tomazzoni, por sua vez, é coreógrafo, pesquisador e professor de história e dramaturgia da dança na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, diretor do Centro Municipal de Dança de Porto Alegre e colunista do site Idança.

Para Silvia Soter que se despede do Conselho Artístico, “O que mais salta aos olhos nesse Festival é como a dança pode mobilizar tantas pessoas, tão diversas, tão diferentes, por tanto tempo”. Silvia considera “fascinante que uma cidade como Joinville tenha se tornado um pólo agregador e difusor de dança”. Para ela, “essa é a verdadeira grandiosidade do Festival: a dança no plural”.

A cerimônia de encerramento contou com apresentação dos grupos, entrega dos prêmios e com uma grande festa de confraternização no palco do Centreventos. O presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, Ely Diniz da Silva Filho agradeceu a presença de todas e garantiu que os preparativos para o Festival de 2008 já começaram.

Clique aqui para ver, no site do festival, todos os resultados da mostra competitiva de 2007.

Clique aqui para ver, em post do Divulgando de 25.07.2007, os resultados da mostra competitiva de Sapateado de 2007.

Tap Fotos – Gene Kelly

Fonte: internet.

Rio, RJ – Off-Tap – Dancing Eldorado

Do Segundo Caderno de O Globo desta segunda, 30.07.2007, sobre a peça “Dancing Eldorado:

Nos bons tempos do puladinho
(João Pimentel)

Pouca gente sabe que o casarão da Rua do Teatro 37, na Praça Tiradentes, onde hoje funciona o Centro Cultural Carioca, já foi um animado dancing, repleto de atrações artísticas, malandros e taxi-girls que complementavam seus salários de manicure, empregada doméstica e funcionária pública dançando um puladinho ou um cruzado no salão. Pois, como uma volta no tempo, a companhia de dança que leva o nome da casa, criada pelo dançarino e coreógrafo Isnard Manso, juntou histórias de antigos freqüentadores, pesquisou o repertório, o vestuário e até comerciais dos anos 1940 e 1950.

O resultado é “Dancing Eldorado”, espetáculo em cartaz lá às segundas e terças-feiras, que mistura dança de salão, teatro e muita música, calcado na simplicidade, que de forma despretensiosa ganha o público. Este, por sinal, participa diretamente do espetáculo, seja dançando ou cantando canções como “Carinhoso”, que Pixinguinha tocou naqueles salões e que ganhou letra de Braguinha — outro freqüentador assíduo do dancing — por encomenda da então primeiradama, Alzira Vargas, mulher de Getúlio.

No vídeo, personagens que freqüentavam o dancing

Como em qualquer festa que se preze, a primeira providência foi abrir o salão para os dançarinos. O espetáculo começa com depoimentos curiosos como o do músico Joventino Marcelino, que sempre aparecia no dancing e se incorporava à orquestra com seu pandeiro para filar o almoço dos músicos. Já Alfredo Figueira Galhões, pai do diretor musical da casa e do espetáculo, também Alfredo, faz questão de ressaltar que o ambiente era ótimo e que as dançarinas não eram prostitutas.

A trama gira em torno de uma dançarina, Dinorah, interpretada por Daniela Cavanellas, que sonha ser Elizeth Cardoso (por sinal, a cantora trabalhou como dançarina antes da fama), e seus anseios por mudar de vida. Ela e suas companheiras de salão disputam os homens que chegam, especulando o que fazem e o que podem proporcionar para elas. O texto criado por Rodrigo de Roure é uma colagem despretensiosa de histórias colhidas sobre o local e funciona como elemento de ligação entre os bons números musicais.

Se o casarão já evoca o passado em seus janelões, no surrado piso de madeira e na parede de tijolos — descoberta por acaso quando os donos foram fazer obras antes da abertura da casa —, alguns protagonistas daqueles tempos participam do espetáculo. A dupla de cantores Paulo Marquez e Áurea Martins, ambos cantando muito bem, e o excelente trompetista Darcy da Cruz fazem parte da orquestra formada para o espetáculo.

Áurea Martins interpreta “Vida de bailarina”

Áurea, em seu primeiro número musical como crooner do Eldorado, interpreta “Vida de bailarina”, de Américo Seixas e Chocolate, música que melhor define as dançarinas de dancing:

“Os que compram o desejo /
Pagando amor a varejo /
Vão falando sem saber /
Que ela é forçada a enganar /
Não vivendo pra dançar /
Mas dançando pra viver”.

Paulo Marquez canta “Beija-me”, de Roberto Martins e Mário Rossi, e o bolero “Quizás, quizás, quizás”, de Osvaldo Farrés. Então o desavisado público é convidado para uma dança.

No intervalo, uma série sensacional de comerciais de televisão da época. Um deles explica o que é uma máquina de lavar, uma novidade por aqui da Westinghouse. Outro é de um tal de xampu seco da Van Ess. Já o surrealista sofá-cama Drago são três blocos independentes que podem virar até duas poltronas.

Na volta, o melhor número do espetáculo. O bar vira cenário para três malandros e um garçom, que tenta de qualquer maneira não ser enrolado por eles. Uma percussão improvisada por Naif Simões dá ritmo à coreografia.

O ator Paulo Mazzoni rouba a cena com personagens engraçadíssimos. Um deles está à procura de uma mulher de 30 anos e dá a deixa para Paulo Marquez cantar a clássica “Mulher de 30”, de Luiz Antônio.

— Essa é do tempo em que a mulher de 30 era quase coroa — brinca o cantor.

O espetáculo termina com um pequeno baile para público e dançarinos. Um programa com alma leve e musicalidade bem cariocas.

Rio, RJ – Off-Tap – Programa Platéia

Nesta segunda-feira, 30.07.2007, o Programa Platéia, na Rádio JD (www.jornaldadanca.com.br), estará recebendo a bailarina e professora de Tango Neuza Abbes. Ao vivo, das 10h às 12h, com apresentação de Edézio Paz e produção de Rakel Lima.

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