Archive for 26 de julho de 2007

Joinville, SC – Matéria Sobre a Noite do Sapateado

A matéria abaixo, de Marcela Benvegnu, foi publicada na edição de 26.07.2007 do jornal A Notícia, de Santa Catarina:

A vez das placas de metal

Sapateado ganha pitada de ousadia e bailarino carioca tem noite de astro no balé

(Marcela Benvegnu)

Na noite fria (e chuvosa) de quarta-feira, quem subiu ao palco do Centreventos Cau Hansen para se apresentar nas baterias de sapateado (júnior, sênior e avançado) e balé clássico de repertório (variação feminina júnior e grand pas-de-deux avançado) pôde se esquentar. Os aplausos foram calorosos e as coreografias parecem ter atingido o ápice da competição.

No sapateado, também conhecido como tap dance, foi a vez da estreante Companhia Feeling de Dança, de São José dos Campos, com a coreografia “Breaking Rules”, de Charles Renato se destacar. Ao som de “Heartburn”, de Alicia Keys, o trabalho inserido na categoria avançada propõe um bom duelo de sapateadores e revela um bom domínio técnico, que vai além da plasticidade cênica, já que muitos dançarinos sobem ao palco pela platéia.

Renato tem uma característica forte e expressiva, que já pôde ser vista em trabalhos anteriores, e está criando sua própria gramática de movimentos. É interessante observar como o jovem se insere no contexto do trabalho como coreógrafo-intérprete. Em cena, ele se coloca no mesmo nível e posição que seus alunos. Ninguém tem uma importância maior no palco do que o resultado. Um excelente caminho para mais uma trajetória de sucesso.

Ainda no avançado, o Studio de Sapateado Juliana Garcia (Ribeirão Preto), de Juliana Garcia, trouxe “Pentagrama”, revelando a delicadeza de “Garota de Ipanema”, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, através de intérpretes que sapateiam entre elásticos brancos que fazem referência direta ao pentagrama da partitura musical.

Outro trabalho interessante foi “De Volta aos Anos 70”, de Vera Passos. O cenário com fotos das próprias alunas revelaram um figurino típico de época e um bom nível técnico, fazendo a apresentação a melhor da categoria júnior.

Os trabalhos foram bons, porém, há alguma ressalvas. “Happy Feet”, que não precisa de apresentações, não é um filme que traz grandes surpresas musicais. Mano, o pingüim sapateador, dá vida às canções do filme porque atrás de sua doçura está Savion Glover, um dos maiores sapateadores da atualidade. Talvez fosse mais interessante deixar essas composições para a interpretação de Mano (Mumble ou Glover, como preferirem). A repetição dessas músicas cansa e é preciso criar.

Outro ponto importante é rever o nome de alguns trabalhos. Em certas coreografias não há coerência do título proposto com a movimentação. Mais difícil ainda é quando nem o nome da coreografia tem relação direta com o figurino. Apesar da noite ser do jeans e da legging, presente na maioria das montagens, esse trabalho de junção de linguagens – uma conversa entre título, figurino e movimentação – não aconteceu de forma muito entrosada.

Na noite que também foi dos clássicos de repertório e da chuva (haviam goteiras no palco), o Balé Jovem do Centro Cultural Gustav Ritter, de Goiânia, apresentou “Grand Pas Classic”, de Gsovsky, sem decepcionar. Os bailarinos Dhaniel Amaral Vieira Barros e Marília Cardoso Lício estavam entrosados e ela, dona de uma boa técnica de sustentação, mostrou como os ensaios valeram a pena.

Porém, a competição de quarta-feira foi de “Talismã”, de Marius Petipa (1822-1910), com remontagem de Jorge Teixiera para a Companhia do Conservatório, do Rio de Janeiro. Os bailarinos Flávia Gomes de Oliveira e Carlos Wellington Bezerra Gomes foram impecáveis. Flávia trouxe ao palco a leveza desta montagem de Petipa, com braços delicados, pernas altas e alongadas e excelente interpretação. Gomes levou o público ao delírio. Além de não errar nenhum dos mais de 35 giros que executou com perfeição, se mostrou um partner competente que dá segurança à bailarina. De fato, uma noite memorável, que talvez tenha revelado o melhor bailarino (clássico) do festival.

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Rio, RJ – Off-Tap – Teatro

Espetáculos de teatro em cartaz no Rio de alguma forma ligada à dança.

O Baile

Texto: Jean-Claude Penchenat. Adaptação: Valderez Cardoso Gomes. Direção: José Possi Neto. Com Tássia Camargo, Cláudia Mauro, Carlinhos de Jesus e outros. Baseado na peça francesa que deu origem ao filme “O baile”, de Ettore Scola, o espetáculo apresenta, através da música e da dança, quatro décadas da história do Brasil, do suicídio de Getúlio Vargas, passando pela Copa de 58 e pela jovem guarda, até o fim da ditadura.

Teatro Sesc-Ginástico:
Av. Graça Aranha 187, Centro — 2279-4027.
Qui a dom, às 19h. R$ 6 (comerciários) e R$ 25.
120 minutos. 16 anos. Até 26 de agosto.

Isadora Duncan – É dançando que a gente se aprende

Texto: Aguinaldo Silva. Direção: Bibi Ferreira e Paulo Afonso de Lima. Com Letícia Spiller, Oscar Magrini, Marly Bueno, Anselmo Vasconcellos e Laura Proença. O espetáculo conta a história de Aurora Bonfim, uma atriz que sonha em montar uma peça sobre Isadora Duncan, mas esbarra em dificuldades para levar o projeto adiante.

Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3o piso.
Rua Marques de São Vicente 52, Gávea — 2274-7246.
Qui a sáb, às 19h. Dom, 21h30m.
R$ 60. 90 minutos. Até 30 de setembro.
14 anos. Estréia hoje.

Vozes de Mulheres

Roteiro: Marilena Bibas. Direção: Ivan Tanteri. Com Marilena Bibas, Cacá Martinelli e Frida Maurine. Atriz dialoga com vozes de mulheres que perderam seus filhos nas guerras, nas ditaduras e nos massacres das favelas para construir a cena através do comportamento e da dança.

Casa do Tá na Rua:
Av. Mem de Sá 35, Lapa — 2220-0678.
Qua a dom, às 19h30m. R$ 1. 60 minutos.
Até 29 de julho. 16 anos.

Lia Rodrigues Companhia de Danças – “Encarnado”

Inspirado em um livro de Susan Sontag, o espetáculo trata de como a dor e o sofrimento alheio afetam os indivíduos. Desde sua estréia, em 2005, a montagem, concebida por encomenda européia, já passou por países como França, Noruega, Alemanha, Itália, Canadá, Dinamarca e Áustria.

Espaço Sesc (Mezanino):
Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana — (21) 2547-0156.
Qui e dom, às 20h. Sex e sáb, às 21h30m.
R$ 3 (comerciários) e R$ 12 (meia-entrada para estudantes, classe artística e maiores de 60 anos).
Até 29 de julho. 16 anos.

Rio, RJ – Off-Tap – Programa Platéia

Nesta sexta-feira, 27.07.2007, o Programa Platéia, na Rádio JD (www.jornaldadanca.com.br), estará recebendo Mariza Estrela, presidente do Conselho Brasileiro da Dança, e Flávia Barros, Metre de Ballet. Ao vivo, das 10h às 12h, com apresentação de Edézio Paz e produção de Rakel Lima.

Rio, RJ – Off-Tap – Intercâmbio de Linguagens

A quinta edição do Festival Intercâmbio de Linguagens acontece no Rio em seis palcos entre os dias 27 de julho e 05 de agosto de 2007. Além de diversas oficinas Em diversos palcos da cidade haverá apresentações de grupos internacionais vindos do Canadá, França, Peru, Uruguai e Espanha, além de 16 companhias brasileiras de vários estados. A programação completa pode ser consultada no site oficial, ou diretamente no arquivo Word que pode ser baixado clicando aqui.

Abaixo, matéria de Gabriela Temer sobre o evento publicada hoje, 26.07.2007, no caderno Zona Sul do jornal O Globo:

No palco, mil e uma artes para crianças
V Festival Intercâmbio de Linguagens começa amanhã e ocupa seis palcos da Zona Sul

O V Festival Intercâmbio de Linguagens começa amanhã e vai até o dia 5 de agosto, com a ousadia e a experimentação de sempre. São seis palcos, que receberão companhias do mundo inteiro unidas por um mote: inovação e criatividade no teatro para crianças.

— Nosso negócio é misturar gente e linguagens, mas sempre apontando para o que é inovador. Há coisas tão diferentes que nem conseguimos nomear — resume a idealizadora do evento e diretora teatral, Karen Acioly.

O evento será aberto quase simultaneamente por duas peças. Às 16h, a Cia. do Abração, do Paraná, apresenta, no Teatro dos Quatro, na Gávea, uma versão bem brasileira do clássico shakespeariano “Sonhos de uma noite de verão”. Meia hora depois, no Teatro do Jockey, a companhia espanhola Títeteres de Maria Parrato apresenta a história de Ping, um pingüim que nasce sozinho, não sabe quem é, mas sonha em voar. Falando sobre vida e morte de forma cômica, o espetáculo ganhou o Prêmio Max 2007 de teatro infantil.

Em seguida, às 17h, no Teatro Villa-Lobos, a Arcosm Company, da França, apresenta o espetáculo de música e dança “Echoa”. A programação do dia se encerra com “Perseu” (Canadá) e Rio Maracatu, à noite, no Teatro do Jockey.

O roteiro do F.I.L também traz de volta a dupla Hugo e Ines com “Cuentos pequeños”, sucesso do festival em 2006, além do inédito “Os mundos de Fingerman”. Utilizando partes do corpo, os dois dão vida a histórias e personagens. Outra atração é o teatro de bonecos “Filme Noir”, com personagens típicos do cinema como a mulher fatal e o detetive durão. Sem falar em Bia Bedran, que reconta clássicos infantis em “Histórias de um João de Barro”.

São Paulo, SP – Off-Tap – Peter Pan

Reportagem da Folha Online em 23.07.2007 sobre a estréia nesta sexta, 27.07.2007, do musical Peter Pan em São Paulo:

Versão brasileira de musical “Peter Pan” estréia na sexta-feira

A história do menino que não queria crescer ganha os palcos do Credicard Hall na próxima sexta-feira (27). O musical “Peter Pan – Todos Podemos Voar” ganha versão brasileira e conta com o ator Leonardo Miggiorin no papel principal. Os ingressos já estão à venda.

Montado originalmente em Buenos Aires, onde esteve em cartaz no ano de 2004, o musical chega ao Brasil. O diretor argentino Ariel del Mastro afirma que o objetivo é dar uma cara brasileira ao espetáculo. “Vamos buscar uma identidade, sob o ponto de vista local, sobretudo na música e coreografia”, explica o diretor.

O musical é baseado na obra do escritor escocês J. M. Barrie, um clássico da literatura infantil. Além da adaptação para o português e seleção de atores brasileiros, o espetáculo tem referências musicais do Brasil.

“Todos os elementos musicais e coreógrafos foram transformados a partir de referências brasileiras, como Olodum, Marcelo D2 e o rap”, afirma Miguel Briamonte, diretor musical da equipe brasileira.

A primeira montagem de “Peter Pan” ou “O menino que não queria crescer” aconteceu em Londres, em 1904, no Duke Of York Theatre. Desde então, tornou-se uma das peças mais apresentadas e adaptadas a partir de um conto infantil.

Peter Pan – Todos Podemos Voar – De 27 de julho a 16 de setembro de 2007 no Credicard Hall (Av. Nações Unidas, 17955, Santo Amaro, SP, (11) 6846-6010). Ingresso: R$ 50 a R$ 150.

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