Archive for 24 de agosto de 2007

Tap Videos – Bojangles

Mais um vídeo com Bojangles, este em cores:

http://www.youtube.com/watch?v=chK57jakWsg

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Belo Horizonte, MG – Em Novembro

Do site oficial da TEIA:

Arte Viva é o nome dado à Mostra artística da TEIA – o maior encontro da diversidade cultural no Brasil, que reunirá os Pontos de Cultura, participantes do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, em Belo Horizonte, entre 7 e 11 de novembro de 2007.

A Mostra abarcará manifestações artísticas oriundas dos Pontos de Cultura que hoje estão conveniados ao Programa Cultura Viva, com o caráter de estabelecer um diálogo entre as manifestações artísticas que representem a ampla diversidade cultural brasileira (…)

Leia mais aqui.

Rio, RJ – Mídia – Discos de Tango e Flamenco

Matéria de Antônio Carlos Miguel publicada essa semana no Segundo Caderno de O Globo:

Novas vertentes para perenes ritmos
Tango e flamenco ganham sotaque atual nos discos do Bajofondo e da espanhola Buika

“Mar dulce” – Bajofondo Tango Club
Cotação Antônio Carlos Miguel: ***

“Mi niña Lola” – Buika
Cotação Antônio Carlos Miguel: ****

‘Você tem os sentimentos fundamentais para o tango, que são melancolia, tristeza e paixão”. É com essas palavras que o produtor, compositor e guitarrista argentino Gustavo Santaolalla incentiva inglês Elvis Costello, num vídeo que documenta a sessão de gravação de “Fairly right”, faixa sete de “Mar dulce” (Universal).

O novo disco do Bajofondo Tango Club — com lançamento mundial previsto para a primeira semana de setembro — mantém o encanto desse tango contemporâneo, revisto por um grupo de jovens argentinos e uruguaios que injeta eletrônica e batidas dance ao secular ritmo portenho. Enquanto isso, no outro lado do Atlântico, a jovem cantora compositora Buika faz algo similar pelo flamenco em “Mi niña Lola” (Warner), reafirmando a força do gênero espanhol.

Além de Costello — o artista new wave que virou muitos outros, indo do jazz à música clássica em três décadas de rica carreira –, mais convidados mergulham em “Mar dulce”, incluindo a cantora canadense (de origem portuguesa) Nelly Furtado, o bandoneonista japonês Ryota Komatsu e gente do rock argentino como Gustavo Cerati (do Soda Stereo) e Juan Subirá (do Bersuit Vergarabat). Se não voa tão alto quanto o revolucionário Astor Piazzolla e seu “tango nuevo”, o Bajofondo, que estreou em disco em 2002, continua agradável e dançante.

Em relação ao primeiro CD do grupo e também ao projeto lançado há dois anos de um dos seus músicos, Luciano Supervielle, a sonoridade de “Mar dulce” está mais próxima de uma banda ao vivo, remetendo ao concerto que o Bajofondo fez no Canecão em maio passado, quando Santaolalla (compositor com dois prêmios Oscar na estante, pelas trilhas de “O segredo de Brokeback Mountain” e “Babel”) participou do festival Música em Cena — 1º Encontro Internacional de Música de Cinema.

Quem jogar “Mi niña Lola” no programa iTunes verá que, automaticamente, o disco dessa espanhola de 35 anos, nascida em Palma de Mallorca (mas com raízes africanas, família da Guiné Equatorial), será rotulado como “r&b”. Mas, felizmente, a música de Concha Buika é flamenca — com tinturas de bolero e rumba caribenhos e até um tango, “Nostalgias” –, distante, portanto, do insosso rh yth m‘n’ blu es atual. Buika é autora de seis das 11 faixas do álbum, que foi produzido pelo compositor e músico de flamenco Javier Limón.

Sim, um flamenco contemporâneo, que, instrumentalmente, estende ainda pontes com o jazz, graças ao acompanhamento de trompete, bateria, piano e violão — este, nas mãos de outra nova estrela do gênero, Niño Josele, que, no início deste ano, lançou o ótimo disco “Paz”, com versões pessoais do repertório do pianista de jazz Bill Evans.

Mas o destaque é Buika, com sua voz rouca — e que, em algumas faixas, também cuida de programações, toca piano e baixo — e suas composições, entre elas, pérolas de dor e superação como “A mi manera”, “Loca” e “Jodida pero contenta”.

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