Archive for 9 de dezembro de 2007

Florianópolis, SC – Final de Ano – Perc Pé

Com coreografias de Bia Mattar, a Cia. Perc Pé (do Centro Laura Flores, Florianópolis) realiza sua apresentação de final de ano no Teatro do CIC (Av. Irineu Bornhausen, 5600, elevado do CIC) no dia 9 de dezemnbro de 2007 às 20:30h com o tema “Todos dançam”. Ingressos a R$ 10. Informações: (48) 3238-8888.

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São Paulo, SP – Final de Ano – Ballet Paula Castro

Com coreografias de sapateado de Luciana Polloni, o Ballet Paula Castro (SP) fará seu espetáculo de final de ano no Teatro Cultura Artística (R. Nestor Pestana, 196, Consolação).

Agenda:
– “Divertissiment”: dias 09 e 10 de dezembro de 2007.
– “Imagination – Uma viagem ao mundo dos sonhos”: dias 09, 10 11 de dezembro de 2007.

Horários:
– dia 09 de dezembro: 19h
– dias 10 e 11 de dezembro: 20h30min.

Ingressos: R$ 40 (no Ballet Paula Castro).
Informações: (11) 3758-0017.

Rio, RJ – Off-Tap – Dançando Para Não Dançar

No Rio de Janeiro, a Cia. Dançando para Não Dançar divide o palco com bailarinos do Theatro Municipal neste domingo, 09.12.2007, na Praia do Flamengo, às 11h, em frente à Rua Dois de Dezembro.

O espetáculo “Gabriela, ritmos amados” é inspirado na obra de Jorge Amado. O maestro Leandro Braga compôs as músicas especialmente para o balé. O projeto Dançando para Não Dançar é coordenado pela bailarina Thereza Aguilar que, ao lado do primeiro bailarino do Teatro Municipal e professor do projeto, Paulo Rodrigues, criou as coreografias do espetáculo.

Exterior – Off-Tap – Ballet

Reportagem publicada no Folha Online:

Bailarino brasileiro brilha em produção do Royal Ballet

(da BBC Brasil)

O bailarino brasileiro Thiago Soares tem recebido elogios da crítica especializada britânica dançando um dos papéis principais em uma nova montagem do balé “Jewels”, apresentado pela prestigiosa companhia britânica Royal Ballet.

Esta é a primeira vez que o Royal Ballet dança a famosa criação do coreógrafo russo George Balanchine, que teve sua première em Nova York, em 1967, e é considerada um grande desafio para qualquer companhia. Veja vídeo.

“Jewels” (“Jóias”, em tradução livre) é dividido em três atos, inspirados em três pedras preciosas: a esmeralda, o rubi e o diamante.

No terceiro ato, inspirado no diamante, Balanchine homenageia a grande tradição do balé russo. E é neste momento que Thiago Soares, bailarino principal do Royal Ballet, entra em cena acompanhado da parceira, Marianella Nunez.

Na opinião do crítico do jornal britânico “Observer”, o dueto de Soares com Nunez é o ponto alto do espetáculo.

“Eu queria muito fazer o papel, e esperava fazê-lo, já que tenho o tipo físico e as características ideais para ele”, disse o bailarino.

Circo, capoeira e hip hop

O brasileiro começou a dançar balé clássico aos 16 anos. Antes disso, aprendeu técnicas de circo, praticava capoeira e dançava hip hop.

Depois de vencer competições internacionais em Paris e Moscou, Soares foi bailarino principal no Balé de Moscou, antes de ser admitido no Royal Ballet, em 2002.

“Não podemos esquecer que o Nureyev, o maior bailarino do mundo, começou a dançar aos 16 anos”, disse o brasileiro. “Quando eu comecei, estava mais maduro e sabia o que queria”, afirmou o bailarino.

“Meu corpo já estava trabalhado pela capoeira e, por causa disso, me machucava menos. Claro que tive de trabalhar duro na técnica, mas a diferença na formação é uma coisa muito relativa”, disse o brasileiro.

Hoje, aos 26 anos, já protagonizou clássicos como “O Lago dos Cisnes”, “Quebra Nozes” e “A Bela Adormecida”, entre outros.

Segundo o mestre de balé do Royal Ballet, Christopher Saunders, a personalidade latina de Soares é uma grande aquisição para o Royal Ballet.

“É eletrizante”, disse Saunders. “A dança latino-americana é empolgante e rítmica, e Thiago traz um pouco dessa empolgação”, afirmou Saunders.

Fator latino

Soares admite que o temperamento latino é um fator importante no seu jeito de dançar.
“Nosso jeito de nos mover, de pensar um personagem, é diferente. Eu uso muito isso no meu trabalho, e funciona”, disse o brasileiro.

“No Brasil, copiamos demais o que os estrangeiros fazem e esquecemos de copiar a nós mesmos. Temos uma riqueza cultural imensa e temos de aprender a tirar proveito disso”, afirmou o bailarino.

O bailarino diz, no entanto, que aprendeu muito com o Royal Ballet.

“No Brasil, fazemos tudo o que eles fazem, mas damos demais o tempo todo. Os ingleses sabem quando reservar aquela energia e quando dar tudo”, disse Soares. “Aqui, aprendi por que fazer um movimento e quando”, afirmou o bailarino.

“Além disso, o Royal Ballet é a única companhia no mundo que consegue juntar teatro e dança”, disse o brasileiro. “Você não está só dançando, como também interpretando um personagem. Isso sempre me atraiu na dança”, afirmou.

Parceria

Os jornais britânicos têm dado atenção especial à parceria entre Thiago Soares e a bailarina Marianella Nunez.

Juntos, os dois já protagonizaram vários espetáculos do Royal Ballet. E fazem par romântico também na vida real: vão se casar em 2008.

Para o bailarino, poder trabalhar com a pessoa que ama é um privilégio. “Muita coisa ali não é interpretação”, afirmou.

Ainda em dezembro, Thiago Soares se apresenta no Brasil. Ele vai dançar o “Quebra-Nozes” com o Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Tenho muito interesse em fazer um trabalho no Brasil, levar um pouco do que aprendi e ajudar a criar a nossa história”, disse o bailarino.

Fonte: clique aqui.

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