Archive for 2 de abril de 2009

Programa BR de Cultura 2009/2010

Leia na Folha Online (clicando aqui) as primeiras informações sobre o Programa BR de Cultura, prêmio de incentivo no valor de R$ 12 milhões que vale para o biênio 2009/2010, que contemplará projetos de diversos gêneros, inclusive propostas como a do “Dançando Para Não Dançar”, entre outros. As inscrições vão de 06 de abril a 01 de maio de 2009. Veja mais também no site da Petrobras Distribuidora:

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Honi Coles faria 98 anos em 02.04.2009

Honi Coles

Honi Coles

O saudoso Gregory Hines se orgulhava de ter assistido e se emocionado, ainda bem jovem e acompanhado de seu irmão Maurice, a performances de nomes como Honi Coles no também lendário Apollo Theater. A grande mestra Brenda Bufalino sempre cita em seus workshops pelo mundo afora, inclusive os que ministrou anos atrás no Brasil, o grande talento de Honi Coles, um dos seus grandes parceiros no sapateado e na vida. Como sempre lembra nossa mestra carioca Cíntia Martin, aliado a um desejo incansável de superação, Honi Coles era um exemplo de prática e persistência para os sapateadores modernos: chegava a praticar 16 horas por dia. Nascido em 1911, este grande mestre faria 98 anos em 02 de abril de 2009.

Na apostila “Toques – Vivendo, Aprendendo e Ensinando o Sapateado”, da mestra, performer e coreógrafa Cíntia Martin, há uma seção inteira sobre Honi Coles, entre diversas outras dedicadas aos grandes nomes do sapateado mundial em todos os tempos. Conheça a apostila no site de Cíntia, em:

http://www.geocities.com/cintiamartin

Para os que dominam o inglês, mais sobre este grande mestre no site da American Tap Dance Foundation:

http://atdf.org/awards/honi.html

Buddy Ebsen faria 101 anos em 02.04.2009

Buddy Ebsen

Buddy Ebsen

Neste dia 02 de abril de 2009, o astro do cinema americano, ator e sapateador Buddy Ebsen faria 101 anos.

Christian Rudolph Ebsen nasceu em Belleville, Illinois, EUA, em 02 de abril de 1908. Mudou-se com os pais e quatro irmãs para West Palm Beach, na Flórida, quando tinha 12 anos. Estudou dança na escola de seu pai e fez balé clássico.

Por problemas financeiros, Buddy Ebsen deixou a escola e foi tentar a vida em Nova York.”I arrived in New York with $26.25 in my pocket and a letter of introduction to a friend of a friend’s cousin,” ele lembrava. “I got a job in a road company, but the producer said, ‘That boy one foot taller than the rest of ‘em — out!'”.

Mas os primeiros passos de Ebsen no show business foram mesmo na Broadway, na década de 20. A princípio fazendo parte de coros, ele formou posteriomente uma dupla com sua irmã Vilma, com a qual executava números de Vaudeville, também na Broadway. Ebsen fez participações, entre outras, em :

“Whoopee” (1928),
“Flying Colors” (1933),
“Ziegfield Follies” (1934),
“Yokel Boy” (1939),
“Showboat” (1945),
“Male Animal” (1953).

Em 1935, Buddy Ebsen chegou a Hollywood, onde foi escalado para o primeiro filme de Eleanor Powell para a MGM, “Broadway Melody de 1936”. Sua irmã, que participou com ele do filme, desistiu da carreira pouco tempo depois, enquanto Buddy Ebsen participou de dois outros filmes da MGM com Eleanor Powell.

Em seus primeiros filmes para o cinema sempre esteve bem acompanhado: com Shirley Temple, dançou em “Captain January” (1936), com Frances Langford, em “Born to Dance” (1936), e com Judy Garland em “Broadway Melody of 1938”. Buddy Ebsen não virou “astro protagonista” no cinema, mas seu currículo na tela grande inclui créditos como ter sido galã de Barbara Stanwyck ou marido de Audrey Hepburn. Foi um grande coadjuvante e só trocou Hollywood pela TV porque, como disse, “eles (os executivos dos estúdios) resolveram me aposentar e eu queria seguir trabalhando”.

Por sinal, adorava contar histórias. Barbara Stanwyck já era uma estrela quando fez “Um Romance no Mississippi” (1936, direção de John Cromwell) e Ebsen, já com 28 anos, confessou posteriormente que perdera a fala ao receber seu primeiro beijo na telona justamente de uma estrela daquela grandeza. “Esqueci o diálogo e virei motivo de chacota da equipe”, lembrava ele. Nada convencional, Buddy Ebsen era descrito como “angular, moved with a smooth, sliding shuffle, his arms gyrating like a wind-blown scarecrow”.

Em 1938, Louis B. Mayer, o todo poderoso da MGM (onde Ebsen ganhava US$ 2.000 por semana, em valores da época), ofereceu a ele um contrato de exclusividade, que ele não aceitou. Segundo a lenda, o diálogo teria sido: “Ebsen, in order to give you the parts you deserve, we must own you”, ao que Ebsen teria respondido: “I’ll tell you what kind of a fool I am, Mr. Mayer, I can’t be owned.” Mayer teria dito então a ele que Ebsen nunca mais conseguiria qualquer trabalho em Hollywood novamente. Ebsen foi para Chicago e ficou mais um ano em cartaz, em “Good Night, Ladies”, mas mantinha Hollywood em em seus planos.

O texto acima é de um dos boletins do Divulgando enviados em 2003. Leia mais sobre Buddy Ebsen no antigo portal do Divulgando, clicando aqui.

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