Archive for the ‘A Noviça Rebelde’ Category

A Noviça Rebelde: Estreia em São Paulo

A Folha Online destava a “grandiosidade, primor e uma técnica extremamente trabalhada” do musical “A Noviça Rebelde”, grande sucesso da temporada 2008 no Rio de Janeiro que chega a São Paulo depois de atrair 190 mil espectadores em sua temporada carioca. O espetáculo estreia no palco do Teatro Alfa, nesta sexta, 20.03.2009, com Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso nos papéis principais e um elenco de 44 atores e atrizes, entre adultos e crianças:

A superprodução, que recebeu cinco indicações ao Prêmio Shell de Teatro, garantiu aos diretores Charles Möeller (direção geral) e Claudio Botelho (direção musical) o prêmio na categoria especial, pela contribuição ao gênero musical no cenário carioca.

Leia mais clicando aqui. Vale lembrar que a dupla de diretores recebeu o prêmio também por outro sucesso do circuito carioca em 2009, “Beatles num Céu de Diamantes”.

Teatro Alfa Sala A
R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Jd Dom Bosco, S’ao Paulo, SP
Telefone: (11) 5693-4000.
Ingresso: R$ 40 a R$ 180.
Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa.

Primeiras sessões:
– Dia 20: 21h30.
– Dia 21: 17h e 21h;17h e 21h.
– Dia 22: 16h.
– Dia 26: 21h.

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Rio, RJ – Off-Tap – Sucesso de A Noviça Rebelde

Da Folha Online em 08.06.2008:

Adaptação de “Noviça Rebelde” é fenômeno no Rio

(Paulo Sampaio, da Folha de S. Paulo, no Rio)

Fenômeno de público e bem recebida pela crítica, a recém-estreada montagem carioca do musical “A Noviça Rebelde” já é motivo de orgulho nacional.

Produzida em dez semanas, tornou-se o exemplo mais contundente de que o showbiz brasileiro é capaz de apresentar algo que não seja uma cópia estrita — e, por vezes, forçada do original da Broadway.

Até agora, a maior parte das grandes produções importadas, como “O Fantasma da Ópera” e “Miss Saigon”, foi adquirida em sistema de franquia: a encenação obedece ao padrão estrangeiro e observa um certo “controle de qualidade”.

“Nunca tive a intenção de me tornar um montador de musicais prontos. Comprei os direitos da “Noviça” como os de uma peça de teatro, para ter a liberdade de fazer o que quisesse”, afirma o produtor, tradutor e diretor Claudio Botelho.

A versão original do musical, que tem temas de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, estreou em 1959 na Broadway e ganhou oito prêmios Tony, mas não há nenhuma cópia literais em cartaz hoje, em Nova York.

Também há encenações pelo mundo que, ao contrário das franquias montadas em SP, não têm compromisso de fidedignidade com a “matriz”.

Surpresa

Para o gerente operacional do teatro Alfa, Fernando Guimarães, que trouxe a São Paulo espetáculos como “My Fair Lady”, “não dá para traçar um paralelo entre “Noviça” e os musicais franqueados, porque são propostas diferentes”.

Mas ele diz estar “bastante surpreso” com a montagem carioca. “Fiquei feliz, satisfeito de ver que eles conseguiram fazer um trabalho minucioso, com uma qualidade incrível.”

Por definição, espetáculos musicais trabalham com dados impressionantes: atores que cantam (bem), elenco numeroso, cenário grandioso, iluminação feérica e orçamento extraordinário. Nisso, a “Noviça” segue a regra. Custou R$ 9,8 milhões, tem 44 atores, 14 músicos, 11 cenários, 300 refletores. Em cartaz desde o dia 22 de maio, foi visto em duas semanas por 20 mil pessoas.

O sucesso do espetáculo se deve em grande parte à experiência da dupla de autores/diretores formada por Botelho — ele próprio tradutor de quase todas as versões enlatadas de São Paulo — e Charles Möeller.

Os dois são responsáveis por vários espetáculos nacionais, como “Ópera do Malandro em Concerto” e “Sassaricando”.

Para Botelho, um diretor importado muitas vezes não sabe o que pode funcionar no Brasil.

“Se o cara não é flexível, fica difícil convencê-lo de que determinadas marcações não vão dar certo aqui. “Chicago”, por exemplo, teve uma porção de problemas por causa disso”.

A escolha dos atores, afirma ele, é outro diferencial. As montagens importadas “em geral trocam apenas o cenário e a peruca, mas o elenco permanece quase todo o mesmo”.

A atriz Kiara Sasso, 29, é um consenso. Intérprete da Noviça, a lourinha com voz de mezo-soprano-leve vem de cinco experiências anteriores no gênero -duas nacionais e três importadas, como “O Fantasma” e “Miss Saigon”.

Satisfeita com a repercussão da montagem, ela também acha que “existe uma enorme diferença entre o espetáculo criado aqui e o que vem pronto”. “A começar com o envolvimento em todas as fases da produção, que é bem maior quando você não está apenas fazendo o que o diretor manda, mas criando junto”, diz.

Palavra de quem se tornou uma espécie de estrela oficial dos musicais no Brasil.

NOVIÇA REBELDE
Oi Casa Grande (R. Afrânio Melo Franco, 290, Leblon, (21) 2511-0800)
Quando: qua., qui., sex., às 20h30; sáb., às 16h e às 20h; dom., às 16h
Quanto: de R$ 60 a R$ 180 (camarote)

Rio, RJ – Off-Tap – Críticas de A Noviça Rebelde

Três textos sobre o espetáculo “A Noviça Rebelde”, cuja estréia aconteceu semana passada no Rio de Janeiro:

Macksen Luiz, Jornal do Brasil, 22.05.2008

Barbara Heliodora, O Globo, 22.05.2008

André Gomes, O Dia, 22.05.2008

Rio, RJ – Off-Tap – Estréia de A Noviça Rebelde

Reportagem de Giovani Lettiere sobre a estréia de “A Noviça Rebelde” no Rio publicada no Globo Online em 20.05.2008:

RIO – Depois de quatro anos fechado para obras, foi reaberto nesta terça-feira à noite no Leblon o Teatro Oi Casa Grande que, além do acréscimo do nome do principal patrocinador, volta totalmente repaginado com o que há de melhor em tecnologia. Palco de grandes espetáculos em 42 anos de história, a reinauguração do teatro reuniu uma pequena parte da classe artística nacional para assistir à estréia do musical “A noviça rebelde”, que leva a assinatura da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho e tem orçamento de quase R$ 10 milhões. Confira, a seguir, quem passou e os principais agitos do tapete vermelho da festa.

O ator Ney Latorraca foi um dos primeiros a chegar para a reinauguração. Animadíssimo, ele fez questão de posar ao lado de fotos de espetáculos encenados por ele no Casa Grande, como “A Mandrágora”, com Dina Sfat, em 1975, e “Irma Vap”, com Marco Nanini, em 1986.

– Estou maluquinho, igual a criança mesmo. Aqui é a minha casa. Adorei o novo espaço. Fiquem à vontade – deu as boas-vindas o veterano ator. Ney pretende voltar ao teatro em 2009, já que está lendo uma peça que faria ao lado de Marília Pêra e outra sob direção de Jô Soares. – Acabei de gravar “Casos e acasos” e renovei meu contrato com a Globo até 2013 – acrescentou Ney, feliz com a volta do Casa Grande.

Diretor do musical, Claudio Botelho tentava disfarçar o nervosismo.

– É muita adrenalina. Vou tomar um Rivotril daqui a pouco. Se a gente não ficar nervoso não tem graça – comentou Claudio. Ele teve uma prévia na segunda-feira da recepção do público com uma pré-estréia para convidados. – As pessoas amaram. Hoje foram feitos pequenos ajustes técnicos – explicou ele pouco antes da estréia oficial, também para convidados (para o público em geral acontece na quinta-feira).

Seu parceiro na empreitada de montar o musical “A noviça rebelde”, Charles Möeller se dizia calmo, ao contrário de Claudio.

– Eu estou bem, calmo mesmo. Um é o policial bom e outro é o mau. Acho que todo mundo vai gostar. Estudamos e nos preparamos muito para esse espetáculo, e agora é a hora de soltar o filho no mundo. Estou muito confiante – comentou Charles.

E a dupla não pára. Charles explicou que eles já estão na pré-produção do musical “Avenue Q”, para ainda este ano, no Rio.

– É bem pequeno. Este espetáculo chegou a ganhar o Tony. É uma rua onde só mora fracassados. É de humor negro – adianta.

E não sobra tempo para descansar?

– Não estou na TV, não tenho contrato com emissora. Vivo do teatro musical. Ele paga as minhas contas. Sou um ser do teatro – desabafou.

Estrela em ascensão, Alessandra Maestrini – de “Toma lá, dá cá” – lembrou-se da última montagem que assistira no Casa Grande: “Nardja Zulpério”, monólogo de Regina Casé, em 1989.

– O teatro está completamente diferente. Já gostei desde o carpete colorido – revelou a atriz. Com 10 anos de musicais no currículo, Alessandra deve voltar a encenar “Sete” no segundo semestre, em São Paulo, e tem um projeto com Miguel Falabella. – O Miguel quer escrever um musical para eu cantar ópera. Comecei cantando a atuando. Sou cantora e atriz. Canto tudo. Sou uma “crossover singer”, não uma cantora que se veste do sexo oposto, mas vou em todos os estilos – brincou Maestrini.

Ela acaba de gravar um CD de bossa nova eletrônica, batizado de “Drama & Jazz”, ao lado de Alexandre Elias.

– Agora é assim, né? Primeiro a gente grava e depois corre atrás de uma gravadora. Mostramos para o Nelson Motta e ele adorou. Já colocou para tocar em seus programas de rádio e rasgou mil elogios – comemora a atriz.

De repente, um alvoroço daqueles no foyer. É Márcio Garcia, recém-saído da Record, quem chega ao Casa Grande. Logo é cercado pela imprensa, ávida por uma declaração que confirme sua volta à TV Globo depois de quatro anos.

– É surpresa. Não posso falar nada ainda. Estou no ócio criativo, de férias. Meu contrato com a Record só termina em julho. Ainda falta um pouco, mas boas notícias virão por aí – atiçou o ator e apresentador, ao lado da mulher, Andréa Santa Rosa, grávida do terceiro filho dele, que virá ao mundo em dezembro.

E foi uma gravidez planejada?, perguntaram ao galã.

– Foi um acidente programado. Deixei correr solto – brincou Márcio, que ainda não sabe o sexo do bebê. – Como já tenho um casal, Pedro e Nina, o que vier será bem-vindo. Só peço que venha com saúde – explicou Márcio.

O apresentador comentou o desempenho de seu substituto no comando do “O melhor do Brasil”, Rodrigo Faro, que está aprovado.

– Aprovo o Rodrigo. Ele é muito bom, tem talento para a apresentação – ponderou Márcio.

Com os workshops da próxima novela das sete, “Três irmãs”, começando nesta quarta-feira, comenta-se que será praticamente impossível que Márcio integre o elenco da trama de Antonio Calmon, como chegou a ser cogitado.

E você vai ficar com a faixa horária da primeira parte do “Domingão do Faustão”, que só ficará a partir do 2º semestre apenas depois da partida de futebol?, perguntei ao galã.

– Quem sabe? Ia adorar – devolveu Márcio Garcia.

Para bom entendedor…

A atriz Júlia Lemmertz chegou ao novo Casa Grande sozinha, sem o marido, Alexandre Borges. A atriz tem boas recordações do lugar, apesar de nunca ter subido em seu palco.

– Assisti aqui a grandes montagens, como “Irma Vap” e “Woyzeck”, com o Matheus Nachtergaele. Vinha muito quando era adolescente também, com a minha mãe, Lilian Lemmertz, e nem pensava em ser atriz ainda – explicou Júlia.

Ela também estava ansiosa para ver o clássico “A noviça rebelde” no teatro.

Quem também causou frisson foi o novelista Gilberto Braga. Cercado pela imprensa, todos queriam saber qual será a próxima trama dele.

– Eu não sei ainda. Estou de férias. Não sei se será uma novela ou minissérie – minimizou Gilberto, que escreve minissérie sobre a vida de Tom Jobim, que deve ser encarnado por Fábio Assunção em 2010. Gilberto aproveitou para ressaltar a importância da volta do Casa Grande. – Estou emocionado com a reinauguração deste espaço importante para a cultura do Rio de Janeiro – defendeu Gilberto.

E você tem vontade de escrever uma peça de teatro?, quiseram saber os jornalistas.

– Escrever uma peça de teatro seria hora extra e eu sou muito preguiçoso. Estou contente na TV. Tem muita gente boa escrevendo para teatro – justificou Gilberto, que disse admirar muito o trabalho da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.

Assim que entravam no primeiro foyer, os convidados eram brindados com uma taça de champanhe. Havia ainda, num dos balcões que vendiam souvenirs de “A noviça rebelde”, um pote com balas jujuba. E só. Uma das apresentadoras do “Fantástico”, Renata Ceribelli estava sedenta por um copo d’água. Ficou a ver navios.

– Não tem água não? – chegou a perguntar a jornalista a uma das inúmeras belas moçoilas contratadas pela Oi, que só tinham a lamentar a falta da bebida.

Prestigiaram ainda o espetáculo “A noviça rebelde”, estrelado por Herson Capri (Capitão Von Trapp) e Kiara Sasso (Maria) os atores Silvia Pfeiffer, Juliana Barone, Suely Franco, Márcio Kieling e Edwin Luisi.

A correria foi grande para que a inauguração corresse como manda o figurino. Às 19h15, a menos de duas horas do início do musical, operários ainda acertavam alguns detalhes da fachada e cortavam pedaços do carpete do tapete vermelho. Ah, teve cheiro de tinta também…

Rio, RJ – Off-Tap – A Noviça Rebelde

Do portal G1, em 19.05.2008:

(…) Projetado para abrigar espetáculos de grande porte, o tradicional Teatro Casa Grande irá, literalmente, ressurgir das cinzas no dia 22 de maio, com capacidade para 950 pessoas. Na estréia, o teatro recebe a versão brasileira do musical “A Noviça Rebelde”, com direção da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho. A reabertura só para convidados será antes, na terça (20). (…)

Leia texto completo clicando aqui.

Rio, RJ – Off-Tap – A Noviça Rebelde

De O Dia Online:

Herson Capri e Kiara Sasso vão estrelar o musical ‘A Noviça Rebelde’

(André Gomes)

Rio – Difícil encontrar quem não se empolgue ao entoar os versos de ‘The Sound of Music’, mais célebre das canções do musical ‘A Noviça Rebelde’. A partir de 17 de abril, o público carioca vai poder cantar juntinho da noviça no teatro, no musical com montagem brasileira capitaneada por Charles Möeller e Claudio Botelho.

O elenco, escolhido através de severos testes, se reuniu pela primeira vez semana passada, e é encabeçado por Kiara Sasso, tarimbada atriz-cantora das montagens paulistanas de ‘O Fantasma da Ópera’ e ‘A Bela e a Fera’. É ela que encherá o reformado Teatro Casa Grande — de mil lugares — com seu vozeirão e charme capazes de seduzir o austero capitão Von Trapp, papel que caberá a Herson Capri.

“Ele nos procurou para ser testado para o capitão. Ficamos felizes ao perceber seu desejo, pois ele é o próprio capitão”, conta Botelho, revelando em seguida as exigências do papel. “É necessário um ator experiente e maduro, galã charmoso, que tenha possibilidades dramáticas e passe autoridade. Herson é perfeito”, vibra o diretor. O ator, vale lembrar, viveu papel semelhante na novela ‘Era Uma Vez’.

Concorreram com Kiara 20 candidatas ao papel de Maria, imortalizado no cinema por Julie Andrews — o filme, de 1965, faturou cinco Oscars. Da dupla Möeller e Botelho, ela já fez ‘Tudo é Jazz’, em 2003. “Kiara é soprano e fará todas as canções nos tons originais. Tem experiência aqui e nos Estados Unidos, onde se formou em canto e teatro musical”, revela Botelho. No currículo da moça, o musical ‘Spring Awakenings’, febre do momento em Nova Iorque. “Ela fez parte do primeiro elenco off broadway do musical”, continua o diretor. Os testes para a noviça brasileira duraram um mês. Mais de 200 crianças foram ouvidas.

Antes mesmo da estréia, a Sony/BMG vai gravar CD com a versão brasileira do musical. Os ensaios vão começar em janeiro e o elenco conta ainda com Fernando Eiras na pele de Tio Max e Solange Badim como a baronesa Elsa Shroeder. A Madre Superiora será revezada por Vera do Canto e Melo e Myrna Rubim, enquanto Ada Chaseliov interpretará a governanta Frau Schmidt.

São 30 atores no elenco, orquestra de 16 músicos — um coro de 14 freiras é formado por cantoras com carreiras ligadas à ópera. O total de crianças é de 18 — três grupos se alternarão durante a temporada do musical. Criação de Roger & Hammerstein, ‘A Noviça Rebelde’ se tornou um dos mais populares musicais de todos os tempos graças à temática familiar: Von Trapp é um viúvo, pai de sete filhos, que recebe em sua casa uma noviça encarregada de cuidar das crianças. A dupla, claro, se apaixona.

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