Archive for the ‘O Globo’ Category

Rio, RJ – Homenagem a Flávio Salles

Fonte: caderno Zona Sul do jornal O Globo de 15.12.2011. Leia mais sobre a apresentação no post abaixo:

Rio, RJ – Final de Ano – Academia do Tap

Mídia – O Globo – Martha Medeiros

Texto de Martha Medeiros para a Revista O Globo, publicado em 02.07.2006:

O que a dança ensina
(Martha Medeiros)

Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira para fazer alguma coisa que nunca se fez. Pois dia desses aceitei um desafio: fiz uma aula de dança de salão. Roxa de vergonha por ter que enfrentar um professor, um espelho enorme, outros alunos e meu total despreparo. Mas a graça da coisa é esta, reconhecer-se virgem. Com soberba não se aprende nada. Entrei na academia rígida feito um membro da guarda real e saí de lá praticamente uma mulata globeleza.Exageros à parte, a dança sempre me despertou fascínio, tanto que me fez assistir ao filme que está em cartaz com o Antonio Banderas, “Vem dançar”, em que ele interpreta um professor de dança de salão que tenta resgatar a auto-estima de uma turma de alunos rebeldes. Qualquer semelhança com uma dúzia de outros filmes do gênero, inspirados no clássico “Ao mestre com carinho”, não é coincidência, é beber da fonte assumidamente.Excetuando-se os vários momentos clichês da trama, o filme tem o mérito de esclarecer qual é a função didática, digamos assim, da dança. Na verdade, o simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática, mas vivemos num mundo onde todos se perguntam o tempo todo “para que serve?”. Para que serve um beijo, para que serve ler, para que serve um pôr-do-sol? É a síndrome da utilidade. Pois bem, dançar tem sim uma serventia. A dança nos ensina a ter confiança, se é que alguém ainda lembra o que é isso.

Hoje ninguém confia, é verbo em desuso. Você não confia em desconhecidos e também em muitos dos seus conhecidos. Não confia que irão lhe ajudar, não confia que irão chegar na hora marcada, não confia seus segredos, não confia seu dinheiro. Dormimos com um olho fechado e o outro aberto, sempre alertas, feito escoteiros. O lobo pode estar a seu lado, vestindo a tal pele de cordeiro.

Então, de repente, o que alguém pede de você? Que diga sim. Que escute atentamente a música. Que apóie seus braços em outro corpo. Que se deixe conduzir. Que não tenha vergonha. Que libere seus movimentos. Que se entregue.

Qualquer um pode dançar sozinho. Aliás, deve. Meia hora por dia, quando ninguém estiver olhando, ocupe a sala, aumente o som e esqueça os vizinhos. Mas dançar com outra pessoa, formar um par, é um ritual que exige uma espécie diferente de sintonia. Olhos nos olhos, acerto de ritmo. Hora de confiar no que o parceiro está propondo, confiar que será possível acompanhá-lo, confiar que não se está sendo ridículo nem submisso, está-se apenas criando uma forma diferente e mágica de convivência. Ouvi uma coisa linda ao sair do cinema: se os casais, hoje, dedicassem um tempinho para dançar juntos, mesmo em casa – ou principalmente em casa – muitas discussões seriam poupadas. É uma espécie de conexão silenciosa, de pacto, um outro jeito de fazer amor.

Dançar é tão bom que nem precisava servir pra nada. Mas serve.

(Martha Medeiros)

Rio, RJ – Off-Tap – Jazz

Reportagem da revista O Globo de 06.07.2008. Clique nas figuras para ver em tamanho maior.

Cyd Charisse, por Artur Xexéo

Fonte: Revista O Globo, 22.06.2008. Clique na figura para abrir em tamanho maior.

Reportagem da Revista O Globo

Reportagem da Revista O Globo de 08.06.2008 com o título “Se ele dança, eu danço” , sobre Matt Harding: “sucesso no Youtube, americano que roda o mundo gravando uma coreografia desajeitada visita o Brasil pela primeira vez”. Clique na figura para ler em tamanho maior.

Rio, RJ – Off-Tap – Coluna de Artur Xexéo

Coluna de Artur Xexéo na Revista O Globo de 04.05.2008 (clique na figura para ver em tamanho maior):

Rio, RJ – Off-Tap – Cultura no Rio

Reportagem de Rodrigo Aör, Jornal do Brasil, hoje, 30.08.2007:

A síndica do Municipal

Adriana Rattes assume Secretaria de Cultura, diz que administração está inchada e defende o teatro, “a menina dos olhos deste país”

O Teatro Municipal é, definitivamente, a estrela da nova secretária estadual de Cultura, a carioca Adriana Rattes, 43 anos, que, ontem, ressaltou seu carinho pela instituição durante sua posse, nos jardins do Palácio Guanabara. Em seus planos estão o saneamento e a reforma da casa para as comemorações do centenário, em 2009. Calcanhar-de-aquiles da gestão de Luiz Paulo Conde, ex-titular da pasta, a administração do teatro quase foi entregue à Prefeitura do Rio na semana passada. Sócia do grupo Estação e uma das organizadoras do Festival do Rio, Adriana faz a seleção de filmes para a mostra Première Brasil, cuja programação de 2007, em setembro, acaba de ser anunciada (leia abaixo).

– O projeto de transferência do teatro ao município está suspenso para que sua real situação seja estudada. Minha prioridade é resolver os problemas emergenciais, como a renovação dos contratos dos bailarinos. Mas, a médio prazo, redefinirei o papel da Secretaria de Cultura – disse Adriana, contando que não estaria tomando posse se não tivesse passado muitas tardes com a mãe no Municipal.

O carinho é recíproco. Durante a cerimônia, da qual participaram o governador Sérgio Cabral, o secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira, e personalidades como o fotógrafo e cineasta Walter Carvalho, o coro do teatro e alguns de seus instrumentistas executaram o Hino Nacional, as Bachianas nº5, de Villa-Lobos, e o tema do filme Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore. A apresentação, uma iniciativa dos artistas, emocionou a secretária, que foi bailarina na adolescência.

Com um vestido preto até os joelhos e uma echarpe verde, que motivaram elogios do governador (“ela tem um charme doce”), Adriana expôs algumas de suas idéias, como a criação de um tíquete para democratizar o acesso à cultura, a instalação de núcleos de incentivo à arte nas escolas da rede estadual de ensino. Citou também a necessidade de parcerias com a iniciativa privada para a operação dos equipamentos culturais do Estado, a exemplo do que ocorre na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, onde o Estação explora três salas de cinema. Um suposto conflito de interesses devido à sua atuação no grupo Estação foi descartado.

– A empresa não concorrerá a qualquer benefício dado pelo governo no período em que eu estiver na Secretaria – disse. – Os pedidos de incentivo já encaminhados serão cancelados. Mas a parceria na Laura Alvim será mantida, já que é o Estação que paga ao governo. Acho hipócrita a idéia de transferir minhas cotas na empresa a um parente ou “laranja”.

Filha do ex-prefeito de Petrópolis, Paulo Rattes, e da ex-deputada federal Ana Maria Rattes, Adriana foi criada na cidade serrana até o início dos anos 80, quando se mudou para o Rio para cursar a faculdade de Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com amigos cinéfilos, fundou, em 1986, o Cineclube Estação Botafogo, que, mesmo voltado para os chamados filmes de arte, viraria um dos maiores grupos de exibição de cinema do país. A secretária tem dois filhos e é separada.

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