Archive for the ‘Pan 2007’ Category

Rio, RJ – Off-Tap – Ensaio do Pan

Fonte: site do Pan no Globo Online.

Rio, RJ – Off-Tap – Coreógrafos do Pan

Reportagem de Luiz Ernesto Magalhães para o caderno de Esportes de O Globo hoje, 10.07.2007:

Afinal, onde está Doug Jack?
Mistério: Diretor da coreografia da cerimônia de abertura do Pan abandona a festa

Afinal, que fim levou Doug Jack [foto ao lado] ? Sete meses após desembarcar no Rio, o festejado diretor da coreografia que será apresentada sexta-feira na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos no Maracanã foi embora e não deve assistir ao show que ajudou a conceber. A não ser que ocorra uma surpresa de última hora, o comando dos mais de 6 mil dançarinos voluntários será de responsabilidade do britânico Bryan Walters, o assistente de Doug que num português aprendido neste pouco tempo de Brasil tem animado os voluntários nos ensaios. Ele terá a ajuda de uma equipe de 26 coreógrafos brasileiros, incluindo Carlota Portela, Renato Vieira e Lola Gabriel.

Especulações sobre o sumiço

O Comitê Organizador do Pan (CO-Rio) alegou ontem que Doug Jack voltou aos EUA na sexta-feira passada por problemas pessoais. Ele ou alguém da família, que o CO-Rio não esclareceu, estaria doente. Mas a ausência da estrela, que nos últimos meses dividia seu tempo entre caminhadas na Zona Sul e os ensaios para o Pan, gerou uma onda de especulações. Procurado pelo GLOBO, o diretor de Marketing do CO-Rio, Leonardo Gryner, responsável pela festa, não retornou as ligações, aumentando mais o mistério.

As versões se multiplicam sobre o paradeiro do coreógrafo, que chamava atenção não apenas pela calvície absoluta como pelas frases motivadoras que expressava a cada ensaio. As comunidades de voluntários do Pan no Orkut ajudam a espalhá-las. Todos querem saber que fim levou o homem que desde Barcelona (1992) seleciona e dirige as cerimônias de abertura e encerramento de Olimpíadas. Segundo essas versões, Jack teria se irritado com recados deixados em seu site por torcedores fanáticos, irritados com o fechamento do Maracanã para a conclusão dos preparativos da cerimônia. Outros afirmam que o coreógrafo teria ficado insatisfeito com as limitações orçamentárias do evento. Outra versão dá conta de que Doug Jack teria se assustado com a violência do Rio, já que alguns voluntários tiveram objetos roubados durante os ensaios no Sambódromo, apesar de o espaço estar sendo vigiado por agentes da Força Nacional de Segurança.

— Eu simplesmente não posso falar sobre isso, senão vou tomar uma bronca. Desculpe, mas não me ligue mais para perguntar sobre isso — disse ontem uma integrante paulista da equipe de Jack.

No site pessoal de Doug Jack não havia ontem qualquer referência a uma suposta despedida à francesa. No site, ele confirmava a participação na equipe do Pan.

Ontem à noite no Maracanã, houve mais um ensaio para a cerimônia de abertura. E ninguém deu explicações aos voluntários sobre o desaparecimento de Doug Jack.

— Ele foi embora mesmo? Engraçado, até agora não confirmaram nada para a gente. Parecia um cara legal e gostava de fazer média, já que quase sempre aparecia vestido com uma camisa do Brasil — contou uma voluntária pelo telefone celular, durante um dos intervalo dos ensaios.

Em março, na única entrevista que deu no Brasil, a um repórter do GLOBO, que para abordá-lo se inscreveu como candidato a dançar na cerimônia de abertura, Jack afirmou que contava com o entusiasmo dos voluntários para promover um espetáculo grandioso.

…..

UPDATE – 10.07.2007, 13:35h – O Terra confirma a ausência de Doug Jack na cerimônia de abertura do Pan: clique aqui para ler.

Rio, RJ – Off-Tap – Testes do Pan

Da página 15 do jornal O Globo de hoje, 26.03.2007, sobre o trabalho de seleção de pessoas para dançar na abertura do Pan 2007 pelo coreógrafo Doug Jack (ao lado, em foto de Luis Ernesto Magalhães):

Shows do Pan atraem dançarinos voluntários
Seleção de bailarinos reúne profissionais e amadores; repórter do GLOBO se inscreve para entrevistar coreógrafo americano

Sábado, fim de tarde. Depois de ser fotografado duas vezes, ter tirado as medidas de testa, peito, cintura e quadril, e preenchido uma ficha com todos os dados pessoais, um grupo de 90 pessoas espera pacientemente para entrar na sala de uma academia da Zona Sul do Rio. Lá dentro, está prestes a começar, sob a supervisão do americano Doug Jack, mais uma seleção de voluntários para dançar nas cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos. No grupo, estavam, entre outros, jovens da Baixada Fluminense assistidos por ONGs, alunos e professores de academias de ginástica e um repórter do GLOBO.

Inscrever-se para fazer um teste de dançarino voluntário foi a única maneira encontrada para se aproximar de Doug Jack, após vários pedidos de entrevista recusados pelo Comitê Organizador do Jogos Pan-Americanos (CO-Rio). A entidade tenta manter em sigilo os detalhes dos preparativos para as cerimônias – que devem contar com até sete mil dançarinos amadores e profissionais – com o objetivo de não diminuir o impacto do evento.

Enquanto aguardavam sua vez de se apresentar, os candidatos assistiram num auditório a um vídeo sobre a carreira de Doug Jack, que coordenou as cerimônias de quatro Jogos Olímpicos e de duas Olimpíadas de Inverno, entre outras competições. Tempo suficiente para que, na sala de seleção, a equipe de Jack, formada por brasileiros e um inglês, avaliasse dançarinos de academias que farão a parte mais complexa da coreografia. De longe, foi possível observar, por exemplo, que na cerimônia os bailarinos simularão o movimento de pássaros. Tratase de uma referência direta ao símbolo da Rio-2007, que lembra aves em pleno vôo.

Muitos segredos da coreografia estão por desvendar:

– Eles apresentam apenas trechos, para manter o segredo. Da outra vez que eu trouxe alunos, fizeram um movimento diferente – comenta a diretora de uma academia de ginástica de Niterói, sem saber que conversava com um jornalista.

O grupo em que estava o repórter (candidato 2.214) era formado por amadores. Muitos, como o jornalista do GLOBO, sem qualquer experiência em dança. Enquanto Jack observava, o inglês Brins Walter, num português razoável aprendido em apenas três meses de Brasil, incentivava os candidatos.

– Não tem problema errar a coreografia. Mas não se esqueçam de sorrir – dizia Walter.

Todos tiveram que fazer uma coreografia relativamente simples. Mas suficiente para suar a camisa, com tantos passos para frente, para trás, levantar, abaixar os braços e dar rodopios.

À frente do grupo, Jack incentivava os participantes com o auxílio de uma tradutora e não parava de fazer anotações. No meio da coreografia, o grupo tinha que soltar um gritinho que deve causar sensação no Maracanã, onde serão realizadas as cerimônias: “Rou rou!”

Foram três horas entre o tempo de espera e o final da seleção. A escolha de dançarinos prossegue nos próximos dias. No fim de semana que vem, a seleção acontece numa universidade em Bonsucesso.

A propósito, o repórter foi embora sem saber se foi aprovado no teste. Como no caso dos demais candidatos, a resposta vai chegar por email ou por telefone, a partir do dia 15 de abril.

Pelo menos 20 mil serão avaliados

Doug Jack acredita que a oportunidade de viver uma experiência única é o que faz com que milhares de pessoas se inscrevam para participar como voluntárias das cerimônias de abertura de competições esportivas. A regra vale no Rio e em outras cidades onde organizou eventos, como nas Olimpíadas de Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sidney (2000) e Atenas (2004). No Rio, ele calcula que, para escolher os participantes das cerimônias, pelo menos 20 mil candidatos serão avaliados.

– As pessoas começam tímidas e se soltam depois. Minha experiência mostra que o entusiasmo dos voluntários sempre permite que façamos algo grandioso. Ninguém precisa estar apto a participar de um programa como o “American idol” (versão americana do “Fama”) para dançar num evento como esse – diz Jack, numa rápida entrevista depois de mais um dia de seleção, após o repórter se identificar.

Cada grupo ensaia a coreografia conforme as limitações físicas e técnicas. Os bailarinos profissionais são mais exigidos. Quanto ao que acontecerá no Rio, Jack explica que, por questões contratuais, não pode dar detalhes das cerimônias. Ele faz uma comparação com os preparativos de uma escola de samba.

– As surpresas são mantidas em segredo pelos carnavalescos para causar impacto no desfile. O mesmo acontece nas cerimônias dos grandes eventos esportivos.

A equipe responsável pelo show conta com coreógrafos brasileiros. Entre os coordenadores, está a carnavalesca Rosa Magalhães.

Fonte: jornal O Globo, 26.03.2007.

Outros posts do Divulgando a respeito do Pan:
06.03.2007
23.02.2007
15.02.2007

Rio, RJ – Pan 2007 – Músicas

Para os que andam procurando notícias do Pan 2007, mais uma, da edição de ontem, 05.03.2007, do jornal O Globo:

Os 7 mil bailarinos que participarão das cerimônias de abertura e encerramento do Pan no Maracanã serão embalados por uma trilha sonora cujo repertório terá 90% de música brasileira. Boa parte das canções terá novos arranjos, que poderão ser tocados ao vivo pelos músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) ou em gravações. A trilha sonora do Pan está sendo desenvolvida em sigilo desde agosto de 2006 pelo músico paulista Ale Siqueira, de 33 anos.

— O grande desafio está sendo conciliar o projeto com os problemas de acústica do Maracanã, comuns em locais abertos, como um estádio de futebol. Serão trilhas diferentes para as cerimônias de abertura e encerramento, não apenas do Pan mas dos Jogos Para-Pan-Americanos. Claro que abriremos espaço para ritmos latinos e americanos em homenagem aos demais participantes do evento. Mas a prioridade será música brasileira, não necessariamente MPB. Afinal, o Rio 2007 será uma festa autenticamente do Brasil — explica Ale Siqueira.

A cerimônia de abertura do evento (dia 13 de julho) deve ser a mais longa, com cerca de duas horas de duração. Além da trilha sonora, artistas deverão se apresentar ao vivo no Maracanã.

A relação das atrações, no entanto, não foi divulgada, já que, por enquanto, os acordos existentes com os empresários são apenas verbais. Parte do repertório será apresentado a partir de meados de maio, quando começarão os ensaios dos dançarinos.

“O maestro do Pan” explica não ter preconceito em relação a estilos musicais. Qualquer ritmo pode entrar na trilha sonora. Siqueira, no entanto, recusa-se a revelar a lista de músicas pré-selecionadas. Nem mesmo se “Cidade Maravilhosa” (hino oficial do Rio) foi incluída ele conta, argumentando que assinou um contrato com o Comitê Organizador (CORio) que exige sigilo sobre o repertório da cerimônia. A multa pela quebra do acordo é salgada: chega a R$ 90 mil.

— Mas não falta quem não dê palpite sobre que música deve ou não ser incluída: amigos, parentes, vizinhos — diz.

Atualmente, Ale Siqueira mora em Salvador. Ele conta que é a primeira vez que produz uma trilha sonora para um megaevento esportivo. Sua experiência vem da produção de CDs com nomes da MPB como Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Tribalistas, Tom Zé e Carlinhos Brown. Um de seus últimos trabalhos foi o CD “Infinito particular”, de Marisa Monte.

Mais posts sobre o Pan clicando aqui.

Rio, RJ – Off-Tap – Abertura do Pan 2007

Conforme informado em post de 15.02.2007, a festa de abertura dos Jogos PanAmericanos 2007 terá cerca de 7 mil bailarinos. Já estão sendo abertas as inscrições para as audições de seleção de elenco para o show de abertura e também o de encerramento. É bom lembrar que a participação é voluntária, ou seja, não há cachê para o evento. Conforme recebido por email:

XV JOGOS PAN-AMERICANOS E PARAPAN-AMERICANOS RIO 2007

A equipe de Produção das Cerimônias dos XV Jogos Pan-americanos e Para Pan-americanos Rio 2007 está em busca de grupos, times e escolas que estejam interessados em ter uma participação voluntária nas Cerimônias de Abertura e de Encerramento dos Jogos. Temos expectativa de promover um espetáculo histórico, uma vez que os eventos esportivos representarão um marco inédito e importante para o Brasil. Os Jogos são as competições mais importantes das Américas e devem mobilizar uma audiência de centenas de milhares de pessoas. Você pode estar no grupo dos que vão ajudar a tornar o brilho dos Jogos ainda maior e tem agora a oportunidade de tentar um lugar na equipe Viva Essa Energia!

Poderão participar das cerimônias todas as pessoas com idade mínima de 15 ANOS, completos até abril próximo.

Para obter informações, entre em contato com a secretaria de sua instituição ou mande um e-mail para

cerimonias@rio2007.org.br

Depois de informar e justificar o seu interesse, você será procurado por representantes do Departamento de Elenco, que serão responsáveis pela convocação para audições e testes. Você não precisa ser profissional para participar deste show. Porém, entusiasmo, seriedade, ética e comprometimento são pré-requisitos indispensáveis para quem pretende se juntar à equipe Viva Essa Energia e viver o espírito dos Jogos.

Rio, RJ – Off-Tap – Pan 2007

Matéria da página 21 do jornal O Globo deste dia 14.02.2007, de Luiz Ernesto Magalhães:

Festa de abertura do Pan terá 7 mil bailarinos
Ensaios começam em maio sob a supervisão de coreógrafo americano responsável por cerimônias de 4 olimpíadas

Um batalhão de dez mil pessoas, entre elas sete mil bailarinos e dançarinos amadores e profissionais, todos voluntários, começará a ensaiar, até o início de maio, a coreografia das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos PanAmericanos (13 a 29 de julho).

Os detalhes dos shows a serem realizados no Maracanã são mantidos em sigilo pelo Comitê Organizador do Pan (CO-Rio), que confiou o comando da festa ao americano Doug Jack, especialista em dirigir multidões em megaeventos.

Jack tem no currículo as cerimônias das quatro últimas Olimpíadas: Atenas (2004), Sidney (2000), Atlanta (1996) e Barcelona (1992) e da Copa do Mundo de 1994 (Estados Unidos). Ainda em 2002, ganhou um Emmy (espécie de Oscar para produções artísticas) pelos show do Jogos de Inverno de Salt Lake City, nos EUA.

“Doug Jack já pôs para dançar 250 mil pessoas em sua carreira. Mais de 3,5 bilhões de espectadores em todo mundo já assistiram aos seus shows” informa um trecho da homepage pessoal do coreógrafo.

Doug Jack desembarcou no Rio e começou a trabalhar no fim de janeiro. Diariamente, assiste às apresentações de alunos de academias de dança no Centro Coreográfico da prefeitura, na Tijuca, para escolher os melhores. Até abril, alunos de 500 escolas de balé e dança passarão pela peneira. As inscrições para candidatos ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site do CO-Rio (www.rio2007.org.br).

– Nossa audição aconteceu no sábado passado e estamos entre as primeiras escolas escolhidas. Participar dos Jogos Pan-Americanos é um sonho – disse a diretora da escola Petit Danse, Nelma Darze, que terá 120 alunos nos dois eventos.

A direção das cerimônias de abertura e encerramento do Pan está sob a coordenação da carnavalesca da Imperatriz Leopoldinense, Rosa Magalhães, e de Luiz Stein. Os dois não falam sobre o que está sendo planejado, pois o contrato assinado com o CO-Rio tem cláusula de sigilo. Sabe-se, porém, que a equipe que organizará as cerimônias é formada por 20 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros.

Além de Doug Jack, outro contratado foi Scott Givens, consultor do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ele é vice-presidente de Entretenimento da Disney World.

Procurado, o CO-Rio não se pronunciou ontem sobre a equipe, contratada como consultora.

O grupo será pago com verba do Ministério do Esporte repassada para o CO-Rio organizar as cerimônias e também a premiação dos atletas. Segundo um convênio assinado em 24 de janeiro, deverão ser gastos R$ 6,5 milhões. Deste total, R$ 2,5 milhões já foram liberados.

O Pan está numa espécie de contagem regressiva. Ontem faltavam 150 dias para o evento. Para hoje está marcada uma reunião em Brasília com a ministra do Planejamento, Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e representantes da prefeitura. O objetivo é acertar os últimos detalhes em relação à organização e ao financiamento do evento.”

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