Archive for the ‘Reportagens’ Category

Salvador, BA – Reportagem sobre sapateado

Alunos de todas as idades buscam qualidade de vida na dança
http://noticias.r7.com/bahia/bahia-no-ar/videos/alunos-de-todas-as-idades-buscam-qualidade-de-vida-na-danca-27082014

Rhode Island, EUA – Acidente com bailarinas brasileiras em circo

De acordo com o Globo Online, a mãe de Stefany Neves, bailarina e acrobata de 19 anos que se acidentou num circo americano, vai embarcar nesta segunda-feira, 05.05.2014, para os Estados Unidos. O estado de saúde da jovem é estável, segundo familiares:

Quando recebeu a notícia do acidente por telefone, na tarde de domingo, a família da bailarina Stefany Neves, de 19 anos, participava de um almoço com amigos. Preocupado com a reação da mãe da jovem, o pai, Renato Neves, de 66 anos, passou umas duas horas tomando coragem de contar o fato à mulher. Temia que a aposentada Eliane Neves, de 60, passasse mal ao descobrir que a filha estava internada em estado crítico em um hospital do estado americano de Rhode Island, após um acidente em um circo em Providence. Durante uma apresentação da trupe Hair Hang, uma plataforma se rompeu quando a equipe da qual Stefany faz parte apresentava o “candelabro humano” — que içava acrobatas pelo cabelo —, derrubando as integrantes de uma altura de 12 metros. Na queda, Stefany fraturou os dois calcanhares, um dos fêmures e uma costela. No tombo, a costela perfurou o fígado, causando hemorragia interna.

— Minha mulher ficou desesperada quando soube e apagou na hora — recorda Renato, acrescentando que Eliane sofre de epilepsia.

Na manhã desta segunda-feira, depois de ser medicada e de já ter falado ao telefone com a filha, Eliane estava tranquila e disse ter fé na plena recuperação da jovem. Ela conta que Stefany está estável e disse, com voz fraca ao telefone, que está passando bem.

— Minha filha é uma guerreira. Ela ama o que faz e já perguntou ao médicos quando poderá voltar a andar e dançar. Tenho fé de que tanto ela, quanto as outras duas meninas brasileiras vão se recuperar bem — afirmou.

Passado o susto inicial, o clima na casa de Stefany, uma residência de classe média no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, é de apreensão e expectativa. Na noite desta segunda-feira, Eliane e o filho, Rodrigo, de 34 anos, embarcarão para Rhode Island, onde vão acompanhar o tratamento da bailarina e acrobata.

Leia mais clicando aqui.

Leia também:

Brasileiras Dayana Florentino, Stefany e Widny Neves estão entre as acrobatas feridas em acidente em circo nos EUA

Update 06.05.2014 – Notícias atualizadas:

As três acrobatas brasileiras feridas após a queda durante um espetáculo no circo Ringling Bros, no estado americano de Rhode Island, passam melhor nesta terça-feira. No entanto, duas delas, Dayana Costa e Stefany Neves, continuam em estado crítico, de acordo com seus familiares. Dois dias depois do acidente, investigadores suspeitam que o rompimento de um gancho metálico pode ser a causa.

O estado de Stefany Neves é delicado, segundo sua irmã, Renata. A bailarina que participava do número Candelabro Humano fraturou os dois calcanhares, um dos fêmures e uma costela. A costela perfurou o fígado e causou uma hemorragia interna. Ela passará por mais uma cirurgia no fêmur. A mãe e o irmão de Stefany já viajaram para os Estados Unidos e devem chegar ainda hoje em Rhode Island.

Dayana Costa também continua internada em estado crítico. O primo da acrobata, Gustavo Torres, disse ao GLOBO que ela ainda não acordou, mas que está se recuperando. Dayana ainda passará por uma cirurgia no cotovelo e na mão.

Leia mais em
http://oglobo.globo.com/mundo/estado-de-brasileiras-ainda-delicado-apos-acidente-em-circo-dizem-familiares-12392232#ixzz30xBDvCxV

Rio, RJ – Ator e sapateador George Sauma no jornal O Dia de 10.04.2014

Fonte: jornal O Dia de 10.04.2014.

OD1004H

Artigo sobre eventos pelo país na Dança Brasil

Um artigo sobre eventos de sapateado em maio, junho e julho de 2011 esteve presente na edição comemorativa dos 20 anos da revista Dança Brasil:

Reportagem da Revista O Globo

Reportagem da Revista O Globo de 08.06.2008 com o título “Se ele dança, eu danço” , sobre Matt Harding: “sucesso no Youtube, americano que roda o mundo gravando uma coreografia desajeitada visita o Brasil pela primeira vez”. Clique na figura para ler em tamanho maior.

Artigos do NYTimes sobre Filmes com Gregory Hines

No programa Tap Brasil da última quinta-feira, 16.08.2007, o astro retratado na seção “Memória do Tap” foi o grande Gregory Hines. Aproveito para republicar, de um post aqui no Divulgando publicado um ano atrás, os endereços de artigos do The New York Times sobre seus filmes. Para visitar, clique no ano.

1984 – “The Cotton Club”, com Gregory Hines, Richard Gere e grande elenco. Trailer aqui.

1985 – “O Sol da Meia Noite”, com Gregory Hines e Mikhail Baryshnikov.

1989 – “Tap”, com Gregory Hines e elenco de grandes sapateadores. Obrigatório. Trailer aqui.

2001 – “Bojangles”, sobre a vida deste mito em cuja data de nascimento comemoramos o Dia Internacional do Sapateado, 25 de maio. Gregory Hines faz o papel-título. Trailer aqui.

Não percam hoje o programa, com mais um grande mestre da tap dance mundial retratado na seção “Memória do Tap”.

Pé Na Jaca e Nas Chapinhas

Da coluna Controle Remoto de O Globo de hoje, 19.04.2007.

Legenda (o Blogger diminui as figuras muito grandes…):

“Rodrigo Lobardi, de “Pé na jaca”, sapateia no “Vídeo show”. Ele dança há sete anos, mas só contou para a família depois de seis meses escondendo os sapatos no armário.

Só não sei se a matéria vai ao ar hoje. O site oficial do programa não diz, mas disponibiliza (para assinantes) os vídeos do programa na íntegra, clicando aqui.

Off-Tap – Máquinas de Dança

Deveriam aproveitar e tornar esta uma excelente oportunidade de incentivar a dança propriamente dita. A matéria abaixo, do Terra, se refere àquelas “máquinas de dança” (foto) muito populares nos shoppings e cadas de jogos eletrônicos do Rio e outras cidades:

O Estado norte-americano de West Virginia, que tem o pior índice de obesidade infantil dos Estados Unidos, está seguindo com os planos de usar o videogame “Dance Dance Revolution”, da Konami, para combater o problema nas escolas.
O Estado, que planeja colocar o videogame em cada uma de suas escolas públicas, informou na quarta-feira que uma pesquisa sugere que o jogo ajuda a evitar ganho de peso.

Resultados preliminares de um estudo de 24 semanas que acompanhou 50 crianças obesas com idades entre 7 e 12 anos, mostraram que os jovens que jogaram o game em casa por pelo menos 30 minutos durante cinco dias por semana mantiveram seu peso. Elas registraram também uma redução em alguns fatores de risco de doença coronária e diabetes.

Leia mais no Terra ou no Globo Online (para cadastrados no site).

Rio, RJ – Off-Tap – Theatro Municipal do RJ

Matéria do Segundo Caderno do jornal O Globo em 08.01.2007:

Municipal oferece nova carreira para membros de seu corpo de baile

Não será no papel de professoras que Ana Botafogo e Cecília Kerche, as duas maiores bailarinas clássicas do Brasil em atividade, entrarão em sala de aula no fim de fevereiro. Elas se inscreveram como alunas na primeira turma de bailarinos do Teatro Municipal a receber um curso de licenciatura em dança, oferecido pela UniverCidade, com 50% de desconto e a comodidade de aulas adaptadas a seu horário de trabalho. O curso tem duração de três anos.

— Estou bastante animada. Voltar a estudar será muito bom. Tenho o terceiro grau incompleto. Abandonei o curso de letras porque já estava com uma carreira ativa na dança e viajando muito. Mesmo que não consiga concluir a licenciatura, será ótimo receber noções de anatomia e de outras disciplinas que nunca estudei. Além disso, o curso dará chance a muitos bailarinos que estão terminando carreira de virar bons professores. Eu ainda não penso no que farei quando chegar a minha vez, mas gosto de atuar na preparação de jovens bailarinos, então esse pode ser um caminho — diz Ana Botafogo, que faz o papel de professora de balé na novela “Páginas da vida” e, por conta disso, participou de apenas um espetáculo em 2006, “A criação”.

Horário das aulas se adequa a ensaios e espetáculos

Coordenador do curso de licenciatura em dança da UniverCidade, Roberto Pereira explica que os professores irão ao encontro dos bailarinos na sala de ensaios no anexo do Municipal.

Ele propôs a idéia ao diretor do corpo de baile, Marcelo Misailidis, que desde meados do ano passado, quando assumiu esse posto, vem trazendo especialistas para palestras no teatro.

— Dei uma palestra chamada “Dança não é coreografia” numa série de workshops organizada por Marcelo e fui jurado num concurso que escolheu as melhores coreografias criadas pelos próprios bailarinos do teatro. Vi que havia interesse deles em se especializar, em continuar a formação. Mas tinha que ser um curso que se ajustasse à agenda deles — conta Pereira, que resolveu, através da UniverCidade, oferecer um curso que vai respeitar a temporada do balé, com aulas depois dos ensaios e folga em dias de espetáculo. Os bailarinos terão disciplinas técnicas como balé clássico, dança contemporânea, história da dança, filosofia, estética, composição coreográfica e anatomia.

Para Ana Botafogo, a flexibilidade das aulas será essencial. Ela conta que os ensaios, das 10h às 16h, impedem que ela e muitos colegas freqüentem uma faculdade. Durante a temporada, ressalta, há dias em que eles ocorrem das 16h à meia-noite.

O corpo de baile do Municipal tem cerca de cem integrantes, mas, devido à idade, apenas metade tem condições de atuar em todas as produções da casa. Entre os demais, há alguns que não sobem mais ao palco, e outros 30 que fazem papéis próprios para bailarinos mais velhos ou figuração.

Segundo Roberto Pereira, são esses os que mais se beneficiarão do curso:

— Isso permitirá que os bailarinos que já não dançam mais possam dar aulas. Eles poderão continuar a carreira como educadores na escola de dança Maria Olenewa, que faz parte do Teatro Municipal, ou em instituições semelhantes.

São Paulo, SP – Off-Tap – Musical

Da Folha Online:

“O Fantasma da Ópera” estende temporada para 2007

O espetáculo “O Fantasma da Ópera” estendeu sua temporada para 2007. No dia 4 de janeiro, o elenco recebe o público novamente para a temporada 2007 do musical, que não possui data para acabar.

Com mais de 600 apresentações, a megaprodução envolve mais de 200 profissionais e está em cartaz desde o dia 21 de abril de 2005. Mais de 750 mil espectadores já viram o musical.

“O Fantasma da Ópera” já foi apresentado em 24 países, 116 cidades e 9 línguas, com um público superior a 64 milhões de pessoas.

No Teatro Abril (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista)
Quartas, quintas e sextas, às 21h, sábados às 17h e 21h e domingos às 17h
Duração do espetáculo: 2h30 com intervalo (2 atos)
De R$ 65 a R$ 200. Informações : (11) 6846-6060

Rio, RJ – Off-Tap – Temporada 2007

O Segundo Caderno de O Globo de ontem, 27.12.2006, trouxe outras duas matérias interessantes sobre as perspectivas da dança (contemporânea, moderno, flamenco e clássico) no Rio para 2007:

Em 2007, dança contemporânea rouba a cena
(Eduardo Fradkin)

A dança contemporânea vai dominar a cena em 2007, seguida pelo balé moderno e pelo flamenco. O clássico não deverá ter vez, a não ser em duas produções do Teatro Municipal (anunciadas na reportagem abaixo desta). Na agenda da Dell’Arte Soluções Culturais — que promove a série O Globo Em Movimento — já constam cinco atrações internacionais. Outras ainda dependem de negociação.

Sem delongas, as confirmadas são: Momix, Complexions, Companhia (de flamenco) Antonio Gades, Les Ballets Trockadero de Monte Carlo (ou Trocks) e Balé de Zurique. As duas últimas, apesar de terem balé no nome, não advogam o clássico. Os Trocks fazem dele uma paródia, e o grupo de Zurique dança um vigoroso balé moderno.

A Antares, outra atuante produtora, confirmou a vinda, em junho, do Nederlands Dans Theater, uma companhia holandesa de dança contemporânea fundada em 1959. Ela se subdivide em três grupos. O que virá ao Brasil é o segundo, formado por bailarinos de 17 a 22 anos de idade. Esse subgrupo, que possui repertório próprio, existe desde 1978 e conta com 16 integrantes.

Outras duas atrações da Antares dependem de patrocinador. São a Akram Khan Company, da Inglaterra, prevista para setembro, e, para outubro, a coreana JUMP!, que executa coreografias fortemente inspiradas nas artes marciais.

A temporada carioca da Dell’Arte começará dia 13 de março com o Balé de Zurique. A companhia, composta por 40 bailarinos provenientes de todo o mundo (até do Brasil), dançará ao som de algumas das belíssimas suítes para violoncelo solo de Bach, tocadas ao vivo por um músico no palco.

Em São Paulo, eles se apresentarão num lugar inusitado.

— Será a primeira vez que se fará um espetáculo de dança no Auditório do Ibirapuera. Os próprios suíços o visitaram e o aprovaram. Em 2007, o Teatro Municipal de São Paulo ficará fechado e isso gerou um enorme problema, pois não é rentável trazer grupos para apresentações apenas no Rio. Ao contrário do que se pensa, em São Paulo falta equipamento cultural. As alternativas ao Municipal são apenas os teatros Alfa e Sérgio Cardoso, que é pequeno — reclama o diretor executivo da Dell’Arte, Steffen Dauelsberg.

Em maio, os cariocas verão Complexions, uma companhia que expressa a “diversidade cultural da América”, com 18 bailarinos. Segundo Dauelsberg, será um espetáculo para toda a família, alegre e com elementos cênicos surpreendentes.

Em agosto, outra companhia americana, a aclamada Momix, voltará ao Rio.

— Serão, no mínimo, dez apresentações, com três programas diferentes. Um deles será “Opus cactus” (encenado aqui em 2002) e outro será “Lunar sea” (montado aqui em 2005). O terceiro ainda não foi escolhido — diz Dauelsberg.

Os dois últimos convidados serão os Trocks, em setembro, e a Cia. Antonio Gades, de dança flamenca, em outubro.

— Os Trocks têm uma técnica impecável e a usam para fazer humor com o balé clássico. Mas é um humor inteligente, e não grosso — comenta o executivo da Dell’Arte, frisando que todas as datas no Rio dependem de aprovação do novo diretor do Teatro Municipal.

No cenário nacional também haverá novidades. O Grupo Corpo, de Belo Horizonte, estreará em agosto, em São Paulo, um novo espetáculo, que abordará a competição por espaços. A trilha-sonora é de Lenine, que chamou Igor Cavalera (ex-Sepultura) para tocar bateria. Depois de duas semanas em Sampa, o grupo, que tem 20 bailarinos, virá para o Municipal do Rio, onde ficará em cartaz durante pelo menos uma semana.

Antes disso, a coreógrafa Dani Lima concluirá a trilogia “Vida real em três capítulos” com uma instalação multimídia chamada “Eu é um outro” e, ainda no primeiro semestre, mostrará, no Rio, os três capítulos juntos. Regina Miranda já está ensaiando um trio com o ator Edilson Botelho e a bailarina Marina Salomon.

O espetáculo, ainda sem título, baseia-se na peça “Love letters”, de A.R. Gurney. O tema é a correspondência de dois amigosamantes através do tempo.

Um diretor entre o balé e o carnaval
(Eduardo Fradkin)

O diretor do corpo de baile do Teatro Municipal, Marcelo Misailidis, está com a programação de balés de 2007 pronta, mas ela ainda terá de ser ratificada pelo musicólogo Luiz Paulo Sampaio, que assumirá a direção da casa no ano que vem. Apesar da ressalva, Misailidis, que foi primeiro bailarino do Municipal por 15 anos, não se recusou a divulgar as atrações. Curioso foi o lugar escolhido para a entrevista: um ensaio do Salgueiro. Misailidis é coreógrafo da comissão de frente da escola de samba tijucana.

Para abrir a temporada de 2007, no fim de março, ele planejou uma reprise do clássico “O lago dos cisnes”, com música de Tchaikovsky. O balé foi apresentado em setembro deste ano.

— É um espetáculo que não exigirá investimento, pois será uma remontagem. Além disso, é uma obra importante que não pode sair do repertório do nosso conjunto. Depois desse teremos novidades — observa Misailidis, que tem 38 anos e três Estandartes de Ouro em casa, conquistados em nove anos de trabalho no carnaval.

Entre as novidades, há uma coreografia de George Balanchine, russo que se exilou nos Estados Unidos e lá desenvolveu uma nova forma de dança mesclando uma base arraigada no balé clássico com idéias inovadoras e muita velocidade.

Também será encenada uma coreografia do americano Jerome Robbins, que colaborou em musicais famosos como “West Side story”, “O rei e eu” e “Um violinista no telhado”.

Em seguida, os cariocas verão “A sagração da primavera”, balé revolucionário de Stravinsky, que motivou vaias e tumulto na sua estréia parisiense, mas com o tempo se tornou um clássico moderno.

Depois, será encenada uma coreografia de Roland Petit, que já foi definido como criador de espetáculos que misturam tragédia e champanhe, sendo uma síntese do povo francês. Misailidis ainda não escolheu uma obra desse coreógrafo, mas está inclinado para “Notre-Dame de Paris”. Para fechar a temporada, a escolha foi a mais previsível possível: “O quebra-nozes”.

A atuação de Misailidis à frente do corpo de baile não se restringe a montar uma programação e ensaiar o grupo. Neste ano, ele iniciou um projeto de workshops para capacitar os bailarinos com noções de direção, iluminação e outras funções técnicas. Ele anuncia que o projeto continuará em 2007. Além dos workshops, foi formada uma turma de bailarinos (voluntários) para fazer um curso de licenciatura em dança na UniverCidade, com bolsa de estudos.

— Quero propiciar também viagens do corpo de baile para outros estados. Para isso, estou tentando parcerias com companhias de São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Elas viriam se apresentar no Municipal do Rio e nós iríamos para os palcos deles — planeja Misailidis.

Rio, RJ – Off-Tap – Retrospectiva O Globo

A capa do Segundo Caderno de hoje em O Globo não inclui sapateado mas traz um panorama dos destaques da dança contemporânea e de ballet clássico que rolou no Rio em 2006. Segue reprodução do texto dos escolhidos por Silvia Soter e pela equipe do Segundo Caderno do jornal:

– DAQUI PRA FRENTE: Na fronteira entre dança, teatro e literatura, “Daqui pra frente” se inspirou na poesia concreta para aliar de forma inteligente criatividade, rigor, leveza e humor. Márcia Rubin, acompanhada pelos atores Oscar Saraiva e Cezar Augusto, mostrou em cena sua maturidade também como intérprete.

– O LAGO DOS CISNES: Cerca de 25 mil pessoas assistiram à remontagem deste clássico, assinada pela russa Yelena Pankova para o Balé do Teatro Municipal. Foi um espetáculo com muito mais acertos do que deslizes e mostrou mais uma vez o brilho de Cecília Kerche e de Vitor Luiz.

– TERRITÓRIOS: A potente comunidade criada nesta peça de Esther Weitzman para oito homens, bailarinos de gerações e trajetórias diversas, era feita das diferenças. A imagem do masculino era tecida pelo equilíbrio entre força e delicadeza; entre o singular e o comum.

– PORTAL DAS MÃOS: Partindo da ligação entre os dedos de suas mãos, Michel Groisman desenvolveu uma coreografia, apresentada no Panorama de Dança, que surpreendia pela sofisticação e pela riqueza de possibilidades, que surgiam ampliadas aos olhos do espectador.

– TEMPO LÍQUIDO: Sem abandonar o legado de sua experiência na Staccato, companhia que fundou com Paulo Caldas, Maria Alice Poppe inaugurou nesta boa peça de Mauricio de Oliveira, mostrada nos Solos de Dança do Sesc, uma outra etapa como intérprete.

– I AM HERE: João Fiadeiro visitou o universo da artista Helena Almeida em “I am here”, coreografia apresentada no Panorama de Dança. No diálogo entre artes visuais e dança, o artista português imprimiu em diferentes suportes os rastros deixados pelo seu corpo, parado ou em movimento.

– EXTRACORPO: Nesta peça, que estreou em setembro, na Biennale de la Danse, em Lyon, e em novembro fez temporada no Espaço Sesc, em Copacabana, João Saldanha visitou a obra de Oscar Niemeyer. Ele experimenta devolver ao corpo humano as curvas orgânicas que o arquiteto dele extraiu e experimentou no concreto que usa em suas construções. As linhas sinuosas, precisas e simples, marcas do arquiteto, ganharam uma bonita correspondência na dança rigorosa e repleta de silêncios deste coreógrafo. Ao mergulhar no universo de Niemeyer, Saldanha rendeu ao importante arquiteto uma merecida homenagem e criou para si novas e promissoras possibilidades de investigação.

– DÍNAMO :Deborah Colker mais uma vez levou uma multidão ao Teatro João Caetano, onde, este ano, apresentou uma coreografia feita sob encomenda para a Copa do Mundo da Alemanha: “Futebol”, a nova peça, compôs com “Velox” um espetáculo de grande vigor físico.

– TERCEIRA MARGEM: A força da peça de Renato Vieira é entender o rio descrito no conto de Guimarães Rosa “A terceira margem do Rio” como um entre-lugar, espaço sempre em movimento. Sem cair no narrativo, o coreógrafo transformou este rio num estado da própria dança.

– VIDA REAL/ MANUAL DE INSTRUÇÕES:No segundo capítulo da trilogia, Dani Lima retomou algumas de suas questões-chaves. Desta vez, a identidade construída a partir do olhar do outro saiu da experiência individual do primeiro capítulo (quando o espectador ficava a sós com um bailarino) e se tornou coletiva.

Dança de Diversos Tipos na TV

No link, um matéria do site de televisão do UOL sobre as diversas versões de programas de TV que utilizaram dança em busca da audiência este ano: clique aqui.

Texto – Cantar e Dançar Mais

Um texto de 11 de dezembro de 2006 do escritor Alcione Araújo, que também saiu em O Globo nas páginas de Opinião no último dia 22:

Iguais na Diferença
(Alcione Araújo)

Ontem, 10 de dezembro, comemorou-se os 58 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos — documento que, pelo seu significado civilizatório, todo habitante do planeta deveria saber de cor os seus 30 sábios capítulos, e toda autoridade pública deveria recitá-los todo dia, de joelhos, ao crepúsculo. Embora o Brasil seja signatário, a Declaração é pouco conhecida entre nós, e a data tem discreta repercussão — por razões que a história explica: as mesmas da indiferença. Instado por amigos artistas, intelectuais, produtores culturais e representantes da sociedade civil, estive Curador da comemoração deste ano — que incluiu eventos em aglomerados, presídios, quartéis, praças, culminando, num grande show com expoentes da música brasileira. A oportunidade, a forma de comemorar e o dever da função me levam a comentar o tema que, embora universal, requer tratamento e abordagem nacionais, adequados à cultura de cada povo.

Devemos festejar não a plenitude dos Direitos Humanos — estamos ainda longe disso, embora, convenhamos, avançamos alguma coisa. Para um povo alegre e otimista um pequeno avanço mantém acesa a esperança: e todo ungido pela esperança merece celebrar cantando e dançando. Tristeza não assegura a vitória; pode-se lutar com alegria. Ao menos, a gente se diverte.

Todo homem e toda mulher tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas, diz um capítulo da Declaração. Usando este direito alguns de nós caminhamos e cantamos braço a braço nas passeatas contra a ditadura militar — a ditadura finou-se. Outros, ombro a ombro, ficaram roucos exigindo Diretas já — a democracia chegou. Tantos de nós, de cara pintada, cantamos e dançamos exigindo o impeachment — o presidente caiu. Vários de nós cantaram e dançaram ao lado do Betinho contra a fome, a miséria e pela vida — hoje é programa de governo. Avançamos, sim! Devagar e não muito, mas avançamos. Avançamos no combate ao trabalho escravo, às diversas formas de discriminação: racial, sexual, dos portadores de necessidades especiais. No combate à violência doméstica, na defesa da criança, do adolescente e do idoso, no direito dos homossexuais. Mas ainda é pouco. A gente precisa cantar e dançar mais.

É o que deveríamos fazer todo dia 10 de dezembro — com tantos Direitos Humanos a serem exercidos, um dia não basta; deveríamos criar a Semana dos Direitos Humanos, para envolver crianças, adolescentes, escolas, universidades, mídia — a Semana da Pátria e do Índio contribuíram para a mudança de atitude — e, no último dia, cantaríamos e dançaríamos pela plenitude dos Direitos Humanos. Pelo reconhecimento da igualdade essencial de todo ser humano em sua dignidade de pessoa, fonte de todos os valores, independente das diferenças de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição. Cada um é único, e somos diferentes. Mas temos os mesmos direitos: iguais na diferença.

A Declaração é Universal, propõe-se acima de nações, governos, partidos políticos, sistemas econômicos. Para além de ideologias e hegemonias, os Direitos Humanos despontam como bandeira de luta do século 21, como direito do indivíduo e do cidadão. É a nova utopia — desgastadas as antigas e atuais –, que faltava à construção do futuro, capaz de nutrir sonhos e criar horizontes. E nesta luta a cultura tem papel decisivo.

É fundamental que os direitos do homem e da mulher sejam assegurados por lei — as leis existem no Brasil e, diga-se, as autoridades fazem o possível para difundi-las, embora o possível fique devendo ao necessário. E a lei só pune depois de violado o direito, confiando que a punição inibe novas violações. O problema é que a lei não é cumprida. Os cidadãos e cidadãs de um país livre, em pleno estado de direito, devem exigir, de todas as maneiras, que a lei seja cumprida. Mas apenas a lei não basta.

Não sabemos conviver com a diferença — na nossa índole autoritária, dissimulada por interesses e necessidades, quem não é como eu, é pior do que eu. É urgente a educação em Direitos Humanos para entendermos que violação, desrespeito e desprezo vêem de preconceitos ocultos lá onde só a emoção pode tocar — o preconceituoso nem sempre sabe que o é; e, se sabe, jamais confessa. A arte tem o poder de abrir os canais da sensibilidade e, agindo na subjetividade, induzir à mudança de atitude. Entregar-se à música e à dança, rompe a armadura e baixa a guarda, deixando que a emoção dilua os preconceitos. Para sermos iguais na diferença, precisamos cantar e dançar mais.

(Alcione Araújo, 11 de dezembro de 2006)

Rio, RJ – Off-Tap – Parada de Natal

Fonte: jornal O Dia, 22.12.2006. O evento acontece nesse sábado, dia 23 de dezembro de 2006. A matéria abaixo é da coluna Gente Boa de O Globo de 22.12.2006.

André Paz assina direção de arte e cenografia da “Parada Iluminada”, que desfilará pela Avenida Atlântica amanhã, entre 20h e 22h. O desfile não é novidade na cidade. Entre 1955 e 1965, o empresário Abraão Medina, dono do Rei da Voz, levava carros com personagens do Natal e heróis infantis aos bairros, incluindo a Zona Norte. O desfile de amanhã terá 13 carros alegóricos e 30 bonecos gigantes. “Fábrica de brinquedos”, o carro da foto acima [abaixo], tem sete metros de altura e foi construído no antigo barracão da Vila Isabel. O espetáculo reunirá 350 bailarinos, dirigidos pela coreógrafa Regina Miranda, em 14 alas, e vai misturar símbolos tradicionais do Natal com personagens dos contos de fada. Os atores mirins Bruna Marquezine e Rafael Ciani vão interpretar crianças que sonham com a noite de Natal. A iluminação será assinada por Peter Gasper, e a direção musical, por Guto Graça Mello. O projeto prevê que o desfile seja realizado anualmente.

Já a matéria a seguir é da jornalista Júlia Motta para o caderno Rio Show do mesmo O Globo:

Quem for à Praia de Copacabana amanhã à noite verá uma mistura de espetáculo teatral e desfile de carnaval com enredo natalino. Da Av. Princesa Isabel ao Posto 6, um cortejo formado por 14 alas, seis carros alegóricos (feitos por escolas de samba como Beija-Flor e Vila Isabel), 30 bonecos gigantes e 350 integrantes, entre bailarinos e atores, encena três atos no evento batizado de Parada Iluminada. O espetáculo, com direção artística de Regina Miranda, tem 45 minutos de duração e será repetido ao longo do trajeto.

— A tradição de paradas existe no mundo inteiro. Aqui vamos fazer um pouco diferente, pois tudo é dançado. Ensaiamos as coreografias por dois meses — explica a diretora geral do evento, Lu Araújo.

O primeiro ato do evento explica o que é o Natal, abordando o nascimento de Jesus. O segundo conta a história de duas crianças, interpretadas pelos atores Bruna Marquezine e Rafael Ciani, que adormecem na véspera de Natal e sonham com a chegada do Papai Noel. O terceiro mostra a fábrica do bom velhinho — cuja gerente é Elke Maravilha — e os preparativos para a entrega dos brinquedos.

Rio, RJ – Temporada Teatral 2007

Texto da capa do Segundo Caderno de O Globo de quinta, 21.12.2006:

Temporada Musical
(Alessandra Duarte)

O teatro carioca descobriu o caminho dos musicais e fez questão de não esquecer. A temporada do ano que vem será aberta por “Chacrinha”, que estréia dia 5 de janeiro no Centro Cultural Correios.

Depois vem “Sweet Charity”, com Claudia Raia, que chegará aqui vindo de São Paulo para reinaugurar o Teatro Casa Grande em junho ou julho, pelas mãos de Claudio Botelho e Charles Möeller — os mesmos do projeto de “A noviça rebelde”, que ganhará sua segunda versão brasileira, com estréia no segundo semestre também no Casa Grande. Miguel Falabella continua com seu “Império” no verão de 2007 no Carlos Gomes, mas estará, como diretor, tradutor e ator, em “The producers”, mais uma versão nacional para um musical da Broadway, desta vez o que virou filme em 2005 com Uma Thurman, Nathan Lane e Matthew Broderick. A história musical continua em 2008, quando “My fair lady”, primeiro dos grandes musicais da Broadway a ganhar uma versão brasileira, nos anos 60, vem ao Rio.

Apelido veio de rádio numa chácara

Com 20 músicas do repertório brasileiro dos anos 40 aos 80, “Chacrinha” virá pelas mãos do diretor do musical de “Clara Nunes”, Edu Mansur.

Para recriar o mundo do Velho Guerreiro, Mansur foi atrás dos primeiros trabalhos dele na rádio, antes da TV.

— Infelizmente não há nenhuma gravação do Chacrinha no rádio; pesquisamos nas rádios, mas as gravações não foram guardadas. Ele fazia os programas de rádio de um jeito que as pessoas em casa achavam que ele estava num cassino, batendo em objetos, dizendo que estava vendo o Orlando Silva passar ali atrás. E isso de ceroulas, que é como ele ficava no estúdio — conta o diretor, que também conversou com familiares de Abelardo Barbosa. — Ele ganhou o apelido de Chacrinha porque a Rádio Clube de Niterói, onde ele começou, nos anos 40, era numa chácara; o estúdio ficava entre galinhas e patos, e esses barulhos vazavam nas transmissões. De Chacarazinha, veio Chacrinha.

O musical também traz Dona Florinda, mulher de Chacrinha, e episódios como a coroação de Roberto Carlos como Rei da Juventude, a invenção do “Vocês querem bacalhau?” (de um pedido feito a Chacrinha por Venâncio Veloso, dono do supermercado Casas da Banha, que estava com estoque de bacalhau encalhado e precisava promovê-lo) e os shows de calouros (o público vai escolher o melhor calouro em cada apresentação da peça). Se na televisão “nada se cria, tudo se copia”, no teatro o ator Luciano Pullig teve a tarefa de reviver Chacrinha sem copiá-lo:

— Não quis que fosse mais uma caricatura das tantas que já fizeram dele — diz Pullig, que viveu personagens da vida real como Carlos Machado e Mario Prata no musical “Grande Otelo”. — Minha primeira tentativa de chegar perto do Chacrinha foi pelo timbre de voz, anasalado. E prestar atenção no olhar dele, um olhar que nunca se perdia, que sempre estava ligado no que acontecia no programa. Era também um olhar alegre e meio debochado, que gostava de ver os calouros indo mal e das coisas mais esdrúxulas. “Esdrúxulo”, aliás, era uma palavra de que ele gostava muito.

Outro musical da temporada do ano que vem (que terá ainda “Sassaricando”, sobre a história das marchinhas), “A noviça rebelde” deve estrear em outubro ou novembro no Casa Grande.

— Primeiro vem a estréia de “Sweet Charity” no Rio, em junho ou julho. Aliás, antes deste vem ainda outro, o “Sete”, musical nosso com o Ed Motta que finalmente deve sair, em maio, no Teatro Glória — diz Claudio Botelho. — “A noviça rebelde” é o sonho de infância de todo mundo. Depois de uma primeira montagem, nos anos 60, esta será a segunda montagem brasileira completa do musical, que foi apresentado aqui na década de 80, mas muito adaptado e sem orquestra.

O elenco todo será escolhido por teste, inclusive a noviça.

— Principalmente ela. Temos que achar alguém que possa cantar naquele registro, muito agudo. Não adianta ter uma pessoa famosíssima que não consiga cantar. O público vai querer isso — acrescenta Botelho.

Arranjos e repertório não virão do filme com Julie Andrews, mas da peça original com Mary Martin no papel protagonista:

— Há umas cinco canções na peça que não estão no filme. Mas há também duas canções que foram escritas para o longa e que temos autorização para usar: “I have confidence in me”, que a Maria canta quando sai do convento e decide trabalhar na casa do capitão, e o dueto de amor da Maria com o capitão, “Something good”.

“My fair lady” entrou para a História não só pelas atuações de Bibi Ferreira, Paulo Autran e Jaime Costa, mas porque, segundo Claudio Botelho, responsável pela nova versão em português das músicas, a tradução das canções virou piada obrigatória entre tradutores por conter frases como “Vou me casar em matrimônio”.

De Trem da Alegria a uma “fair lady”

Na montagem que estréia em São Paulo em março e chega ao Rio em 2008, foi escolhida por audição, para o papel que foi de Audrey Hepburn no filme de George Cukor (ganhador de oito Oscars), Amanda Acosta, que quando criança fez parte do grupo Trem da Alegria e já participou de musicais como “Godspell” e “Grease”.

Também houve testes para o personagem do Professor Higgins, que se apaixona pela protagonista porque ela o tira do sério, e o diretor Jorge Takla escolheu alguém com quem já havia trabalhado antes:

— Daniel Boaventura, com quem fiz “A Bela e a Fera”, “Chicago” e “Vitor ou Vitória?”. É, sem dúvida, nosso primeiro ator de musicais atualmente. Essa obra tem um repertório que não dá para enganar, você tem que cantar (no filme, Audrey Hepburn era dublada por Marni Nixon, apesar de ter ensaiado as músicas e cantado nas filmagens).

Na época de Bibi Ferreira, “My fair lady” era encenado de terça-feira a domingo, com matinês quinta-feira, sábado e domingo. Sem microfones.

— A voz ficava muito bem, obrigada. Só não podia sair dali e conversar — lembra Bibi.

Na direção e na interpretação de um dos papéis principais de “The producers”, o do produtor teatral Max Bialystock, Miguel Falabella já está fazendo as traduções do texto e das músicas do espetáculo, que deve entrar em cartaz no segundo semestre de 2007 em São Paulo. Vladimir Brichta será o contador Leo Bloom, e Danielle Winits, a secretária Ulla; junto com o produtor Max, os dois resolvem produzir um musical que seria um fracasso, superfaturando-o para ficar com a diferença, mas o musical acaba sendo um sucesso.

O resto do elenco da peça será escolhido por audição.

— Fizemos um acordo com a produção argentina do musical e estamos trazendo cenários e figurinos de lá, além de parte da equipe técnica ser americana — diz Sandro Chaim, produtor da peça, que, após uma temporada de oito meses em São Paulo, pode vir ao Rio. — Houve o risco de ela não vir por falta de espaço na cidade para um grande musical. No Carlos Gomes não daria, porque teria de haver ingresso mais barato, já que ele é da prefeitura e este é um espetáculo caro. Mas estamos estudando o Casa Grande.

O problema enfrentado por “The producers” para se apresentar na cidade foi o mesmo de “Cabaret”, “Chicago”, “Les misérables”, “Rent”, “O fantasma da Ópera” e “O beijo da Mulher Aranha”, alguns dos musicais apresentados em São Paulo e que o Rio — principal palco de grandes musicais do país no passado — não viu. Outro musical será encenado este ano, novamente em São Paulo: “Miss Saigon”, trazido pela produtora CIE, estréia em meados de 2007, terá elenco brasileiro (as audições já começaram) e direção e equipe técnica estrangeiras.

A culpa pela falta de musicais no Rio, segundo a classe, vai para a ausência de condições técnicas (fosso de orquestra, por exemplo) dos palcos cariocas, e para a política de preços de ingressos no Rio, mais baixos que os de São Paulo. O que algumas produções fazem é primeiro amortizar a produção lá, para depois vir para cá.

— O novo Casa Grande vai ser um dos bons palcos para musical no Rio, com fosso e mil lugares — diz Claudio Botelho. — Os teatros cariocas realmente não são preparados. O Villa-Lobos poderia ser, se não estivesse abandonado, assim como o Carlos Gomes, se a prefeitura não insistisse em cobrar ingresso de R$ 25. Fizemos a “Ópera do malandro” por três anos e não ficou nada a desejar — acrescenta ele, observando que a tendência é que os teatros se preparem para receber os espetáculos à medida que o mercado de musicais for crescendo.

— Só que não dá para fazer esse tipo de espetáculo cobrando barato. É caro em todo lugar do mundo. As pessoas pagam para ir a restaurante, para sair à noite, e acho que o teatro tem que começar a ser valorizado também — diz.

Miguel Falabella observa que os teatros do Rio não têm condições técnicas para receber esses espetáculos:

— O Carlos Gomes precisa de uma reforma, o palco tem de ser todo mexido e seu sistema elétrico uma hora terá que ser todo refeito. Os grandes musicais hoje usam tecnologia. Quando fizemos “O beijo da Mulher-Aranha” em São Paulo, o Teatro Jardel Filho ficou no osso para fazerem uma reforma. Era tudo computadorizado: ninguém faz nada na mão, você aperta um botão e o cenário vira. Além disso, o Rio não tem dinheiro. O paulista médio gasta bem mais que o carioca médio. Sem falar que, aqui, todo mundo agora paga meia-entrada.

Rio, RJ – Dançando Para Não Dançar

Do caderno Rio Show de O Globo de 15.12.2006:

50 crianças do projeto Dançando Para Não Dançar apresentam “Gabriela: ritmos amados”, no Teatro João Caetano, neste sábado (16h) e no domingo (11h). O espetáculo de balé funde ritmos e linguagens coreográficas clássicas, contemporâneas e populares.

A concepção do trabalho é da bailarina e coordenadora do Dançando Para Não Dançar, Thereza Aguilar, e do primeiro bailarino do Teatro Municipal e professor do projeto, Paulo Rodrigues. A trilha foi composta pelo pianista e arranjador Leandro Braga especialmente para a o espetáculo e funde música eletrônica e orquestra.

O Dançando Para Não Dançar atua há 11 anos nas favelas do Rio ensinando balé clássico para cerca de 450 crianças e adolescentes no Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, Mangueira, Chapéu Mangueira, Babilônia, Macacos, Tuíuti, Jacarezinho, Salgueiro e Dona Marta. Criado em 1995, o projeto, além das aulas de dança clássica e contemporânea, inclui aulas de teoria e práticas musicais, de línguas (espanhol e alemão), informática e reforço escolar. Oferece ainda assistência médica, odontológica, acompanhamento com assistente social, psicólogo e fonoaudióloga para as crianças e familiares.

Sivuca (1930-2006)

Embora não seja um artista da dança, suas músicas foram, são e serão sempre usadas nas coreografias de sapateado com ritmos brasileiros – e também nas salas de aula – por esse Brasil afora. Numa das coreografias de sapateado que mais gosto na vida, a nossa grande mestra sapateadora e coreógrafa Cíntia Martin levou para Nova York, em 2001, na primeira edição do “New York City Tap Festival”, uma coreografia ao som de uma das melhores músicas de Sivuca, “Um Tom Para Jobim” – por sinal, uma de minhas músicas favoritas, do CD “Pau Doido”, de 1992.

A vida é curta mesmo. Gente como ele tinha que viver mais de 100 anos. Desnecessário dizer que pouquíssima gente sabe no Brasil, infelizmente, mas Sivuca foi um dos primeiros grandes músicos brasileiros a fazer realmente sucesso no exterior. Aqui dentro, merecia ser mais respeitado e conhecido. Uma perda enorme pra música brasileira.

Morre aos 76 anos o compositor Sivuca

Morreu na noite desta quinta-feira, aos 76 anos, o instrumentista, arranjador e compositor Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca. Ele estava internado há dois dias no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa, e lutava contra um câncer na garganta.

Sivuca será sepultado às 17h no Cemitério Parque das Acácias, onde é velado desde a madrugada. Era casado com a também compositora e cantora Glória Gadelha, nascida em Sousa, Paraíba.

Natural de Itabaiana, cidade do interior da Paraíba, Sivuca começou a carreira aos 9 anos, tocando em feiras e festas populares. Aos 15, mudou-se para Recife, onde adotou seu nome artístico.

Em 1945, se inscreveu num programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco e foi selecionado pelo maestro Nelson Ferreira, que o indicou para tocar num programa da Rádio do dia seguinte. Foi Nelson Ferreira quem lhe deu o nome de Sivuca.

Na Rádio Clube de Pernambuco, em 1946, Sivuca conheceu Luiz Gonzaga, que ofereceu um contrato de trabalho para ele na Rádio Nacional.
Na época, ele não pôde afastar-se do Recife por ter compromisso assinado com a Rádio Clube. Entretanto, quatro anos depois, estreou na Rádio Record, em São Paulo, com a grande Orquestra Record, dirigida pelo maestro Gabriel Migliori.

O primeiro grande sucesso de Sivuca, Adeus, Maria Fulô, foi lançado em 1950 e regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60.

Em 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como arcodeonista num grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris. Também morou em Nova York de 1964 a 1976, onde foi autor do arranjo do grande sucesso Pata Pata, de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60.

Fonte da matéria: Terra

O (excelente) site oficial de Sivuca:
http://www.sivuca.com.br/

São Paulo, SP – Barbatuques

Da Folha Online:

Barbatuques mostram show inédito no Sesc Vila Mariana

Para encerrar o ano, o grupo de percussão corporal Barbatuques apresenta, no Sesc Vila Mariana, o show “Barbatuques e Convidados”, com as participações especiais de Stênio Mendes, Marku Ribas, Badi Assad e Chico César. Serão três apresentações, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro.

Liderado por Fernando Barba, o grupo é formado por André Hosoi, André Venegas, Bruno Buarque, Dani Zulu, Flávia Maia, Giba Alves, Heloiza Ribeiro, João Simão, Lu Horta, Mairah Rocha, Marcelo Pretto, Maurício Maas e Renato Epstein.

“Barbatuques e Convidados” mostrará o trabalho que o grupo vem desenvolvendo com alguns artistas. O show contará com improvisações e repertório dos dois CDs lançados pelo grupo, “Corpo do Som” e “O Seguinte é Esse”, com músicas ainda inéditas, além de composições de autoria dos convidados.

O convidado Stênio Mendes é compositor, craviolista e professor e pesquisador em música corporal. Badi Assad, por sua vez, fez recentemente um show em parceria com a trupe e há vários anos vem trocando experiências com o Barbatuques. Chico César já trabalhou com o grupo no CD e espetáculo teatral infantil “Marias do Brasil”, enquanto Marku Ribas, cantor, compositor e multi-instrumentista, é um dos pioneiros no Brasil da musicalidade corporal.

Fonte: Folha Online.

“Barbatuques e Convidados” acontece no Sesc Vila Mariana (R. Pelotas, 141, (11) 5080-3000), de 15 a 17 de dezembro de 2006: sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 18h. Ingressos a R$ 20, R$ 15 (usuário inscrito), R$ 10 (estudante com carteirinha, idoso e aposentado) e R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).

Happy Feet – Mais Textos

Do blog de Sérgio Dávila, no UOL:

Animação ensina tolerância ao som de Prince e Queen

Tolerância. Essa é a mensagem do filme “Happy Feet – O Pingüim”, animação com vozes de atores que estréia hoje em São Paulo. Conta a história de Mumble/Mano (versão original/versão brasileira, voz original de Elijah Wood), um pingüim imperador que nasce diferente dos pares.

Por um descuido do pai (voz de Hugh Jackman) na hora de chocar, ele cresce com habilidade de sapatear, em vez de produzir um som único que vai atrair sua fêmea, como acontece com os pingüins imperadores. Por isso, é banido. Promete voltar depois de descobrir a causa da falta de peixes que ameaça sua raça.

Uma história tradicional, não fosse o diretor o grande George Miller, bissexto, de “Mad Max”, “Babe – O Porquinho” e, principalmente, “O Óleo de Lorenzo”, e sua mensagem, tão urgente nos dias de hoje, de que o outro pode ser parte da solução, e não necessariamente uma ameaça.

Some a isso uma coreografia feita pelo grande sapateador Savion Glover, uma animação impecável e – voilà -, eis o filme da família desse fim de ano.

Semi-musical, “Happy Feet” faz sua trilha sonora valer metade do ingresso: à “Moulin Rouge”, reinterpreta clássicos do rock e do não-rock, como “Kiss”, “Somebody to Love”, “If You Leave Me Now” e “My Way”, cantados pelos próprios atores.

Robin Williams fazendo as vozes de Ramón, o chefe da turma de pingüins “latinos”, e Lovelace, o guru farsante destes, vale a outra metade. Principalmente quando ele tenta demover Mumble/Mano de sua empreitada, dizendo: “Você já fez tudo o que é ‘pingüinamente’ possível!”

Criança ou não, não perca.

Fonte: UOL.

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